29 de jun de 2012

DC mata um gay - Homofobia ou falta de criatividade?


A DC Comics anunciou que o antigo Lanterna Verde seria gay em sua nova cronologia. Foi todo um discurso politicamente correto de "diversidade" e blá blá blá. Muita gente comemorou como um feito dos quadrinhos modernos.

Quanta ingenuidade! Menos de um mês depois, o preview de Earth-2 #3, aparentemente, mostra o namorado de Alan Scott morrendo. Isso mesmo! na terceira edição já dão um jeito de matar o gay. Não o principal, mas o namorado.

Quanto tempo vai levar pro Alan Scott gay morrer ou arranjar uma namoradA? Acho que não vai levar muito tempo. Neste blog eu mostrei que as editoras podem se utilizar dos quadrinhos como um instrumento de doutrinação política ou podem fazer uso das minorias como coisas, objetos de mercado.

A DC fez todo o marketing do politicamente limpinho com Alan Scott, ganhou uns trocados dos otários que não sabem nada de quadrinhos e depois matou o namorado do cara, descartou depois de utilizar, como um objeto insignificante? Seria uma maneira de desfazer a má impressão causada no público e o possível boicote aos produtos da marca Lanterna Verde? Ou será que a DC não tá nem aí para aquele papo de diversidade? Queria apenas faturar um trocado rápido? Passou a mensagem ideológica e resolveu partir pra outra?

Os politicamente imbecis, incapazes de analisar a questão sem a intermediação de sua ignorância ideológica e seus reflexos condicionados, vão chamar a editora de "homofóbica"? Não vão perceber que suas "causas", quando tratadas na mídia, podem não passar de um instrumento utilizado pelo mercado e que eles próprios são os produtos?

Ou será que o namorado de Alan Scott não vai morrer? Afinal, nos quadrinhos ninguém morre.

De qualquer forma, se ele realmente morrer, fica comprovado que, como eu falei, a utilização de minorias em desonestas ações de marketing não passa de um sintoma do desespero de editores e artistas. Deixaram de lado a criatividade e adotaram a apelação midiática pra tentar vender algumas revistas a mais.

O saldo disso foi a desmoralização da marca Lanterna Verde e o aumento do estigma de decadência que envergonha a moderna indústria de quadrinhos. Como sempre, os verdadeiros fãs de super-heróis, aqueles que estão cansados dessa palhaçada comercial e ideológica e dessa falência criativa, são as únicas vítimas.








Via iFanboy

1 Comentário:

Luiz Fernando disse...

Essa história de "lanterna gay" foi um grande tiro no pé. Estava mais do que na cara que a intenção da editora era chamar a atenção pro personagem e amealhar alguns trocados a mais em vendas.

Conseguiram os dois por um tempo, é verdade, mas a coisa foi feita de uma maneira tão errada que, creio eu, foi ofensiva tanto para os leitores gays quanto os héteros.

E tanto faz se era "o lanterna verde" ou um lanterna de uma dimensão paralela. Se a coisa seguir nesse ritmo, a tendencia é piorar e eles conseguirem queimar a marca de um dos grandes personagens da editora.

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