1 de jun de 2012

A derrota dos super-heróis - Ou porque não precisamos de heróis gays

[Atenção! Caçadores de preconceito, este texto é sobre quadrinhos. Se você veio aqui ofender, acusar, distorcer ou censurar, está no lugar errado. Procure algo melhor pra fazer da sua vida. Que tal ajudar uma criança pobre que passa fome na rua neste exato momento?

Pare de perseguir pessoas na internet, seu desocupado, faça algo útil da sua vida insignificante!]




Você já deve saber que a Marvel promove este mês o "casamento" gay entre Estrela Polar e o seu namorado Kyle. A DC respondeu transformando o primeiro Lanterna Verde, Alan Scott, em homosexual. Com uma apelação desse nível, as editoras conseguiram atenção da mídia não especializada em quadrinhos e as revistas provavelmente vão vender mais do que a média. Missão cumprida?

A justificativa absurda é que essas atitudes "refletem a realidade" do mundo atual, então os super-heróis supostamente deveriam incluir uma "diversidade".

Não apoio esse tipo de atitude. Primeiro porque é um engodo, o objetivo é obviamente comercial, mas principalmente porque isso é uma distorção do conceito de super-herói e mais um passo rumo a sua derrocada. Vamos esclarecer a questão.

Qual foi a reação da mídia?

Os articulistas receberam a notícia com alegria, a maioria comemorou e repetiu os velhos clichês do politicamente correto de diversidade e blá blá blá. Ninguém teve a coragem de criticar essa aberração. Chegamos ao ponto de ter gente comparando a situação dos gays de hoje com aquela que os negros passaram. Supostamente os gays deveriam ser representados nos gibis porque são discriminados como os negros eram até uns cinquenta anos atrás. Essa representação positiva dos gays ajudaria a acabar com a discriminação deles.

Que grande bobagem! Gay não é raça, essa comparação é uma ofensa ao movimento dos direitos civis americanos, surgido na igreja protestante, e a Martin Luther King, que era cristão, e mesmo uma ofensa a muitos negros, que são cristãos.

Outra coisa repetida foi que essas histórias refletem a realidade, gays existem em todo lugar e por isso devem estar entre os super-heróis.

Na minha visão isso não reflete realidade nenhuma, os gays são minoria e os super-heróis não tratam da realidade, são histórias de fantasia sem compromisso com o real. Que elas refletem a conjuntura de uma época é verdade, muitos momentos históricos se projetaram naturalmente nos quadrinhos, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria, etc. Mas isso ocorreu naturalmente, não através de jogadas de marketing primitivo. Além disso, os quadrinhos não tem essa obrigação, se eles espontaneamente mostram questões do nosso tempo, como qualquer forma de comunicação, os autores não precisam forçar o processo.

E de todo jeito, nosso mundo não tem essa inclinação que se pretende representar como sendo a atual realidade. Aqui e alí, em alguns países com governos progressistas, a questão dos gays vem sendo imposta como pauta de discussão, isso é um plano político e não um fenômeno cultural espontâneo. Na verdade, o tal casamento gay da Marvel reflete aquilo que determinadas pessoas e organizações querem que seja a realidade e se destina a manipulação da visão de mundo dos leitores. Esse quadrinho é panfletário, baseia-se em uma ideologia e não em uma realidade.

Outra reação estúpida foi a conformidade, muitos críticos disseram que apenas devemos aceitar tudo isso. Mas, em nome da inteligência, essa é a afirmação mais idiota que existe. Não temos que aceitar nada, quem aceita coisas assim são as ovelhinhas que já foram manipuladas. A maior parte dos leitores é contra e questionou porque a DC não criou um personagem novo em vez de pegar um ícone consagrado da Era de Ouro e transformar em gay?

Se uma HQ se destina exclusivamente a propagação de uma ideologia, é recomendável que não se utilize de personagens consagrados para não deturpar seu conceito. Por exemplo, em Holy Terror, Frank Miller queria fazer a sua propaganda antiterrorista. Primeiro ele cogitou o uso do Batman, mas Batman não mata e portanto não poderia protagonizar a história. Miller criou The Fixer, um novo personagem, e transmitiu sua mensagem.

Nas redes sociais, até os gays estão reclamando da atitude das duas grandes editoras e classificando essas ações como algo forçado e sem razão.

Quais os motivos dessa apelação?

Quadrinhos vendem cada vez menos, ultimamente os escritores e artistas parecem ter esgotado sua fonte criativa. A concorrência de outras mídias colaborou pra derrocada dessa indústria. Uma das atitudes mais comuns hoje é apelar para grandes eventos que vão chamar atenção da grande mídia e trazer leitores ocasionais. Isso levanta as vendas por alguns meses e dá uma sobrevida aos gibis. Este evento apelativo em parte se destina a isso.

Outra razão é a decadência do conceito de super-herói. Nos anos cinquenta, após a Era de Ouro, eles começaram a ser satirizados na revista Mad, essa sátira acabou se tornando uma expressão pessoal nos anos oitenta em HQs como Watchmen, etc. Hoje é um gênero. A tal "desconstrução" do arquétipo do super-herói virou uma obssessão de determinados autores. Nunca mais se viu o herói clássico, a não ser em revivals, como o excelente Tom Strong. A ideia de que as histórias de super-heróis devem ser supostamente realistas, apesar de ter rendido grandes obras, virou um gigantesco obstáculo para a criatividade pura.

Então chegamos a uma época em que prevalece a confusão. Os super-heróis não são mais figuras idealizadas e expressões de ideias de superação, a importância maior nem mais reside nos personagens icônicos, o foco se transferiu para a interpretação feita pelos autores ou a necessidade desesperada de vendas. Perdeu-se o sentido da existência desses personagens e hoje vale tudo pra vender mais alguns gibis. Recrutar artistas com traço muito diferente do usual, escritores que põe os personagens em situações constrangedoras e relativizam a ideia de conflito do bem contra o mal, apelar para a sexualidade explícita, violência sem sentido, grandes eventos como mortes e retornos ou qualquer coisa que chame a atenção. É uma situação realmente desesperadora.

As editoras não hesitam em pegar personagens de quinta categoria e trazê-los para a capa, como esses Estrela Polar e Kyle. Os personagens já não tem importância nenhuma, o que importa é o evento, o que importa é a suposta caricatura de realidade que dê a justificativa pra existência de super-heróis. Os leitores mais velhos também tem sua parte de culpa, eles esperam histórias mais "adultas" ou que tragam alguma relação com a sua realidade pessoal. Eles querem justificar para sí mesmos e para a sociedade o fato de não terem mudado seus hábitos de leitura desde a infância. O mercado segue a demanda, o mercado está desesperado, porém isso não resolve o problema da indústria de quadrinhos, pelo contrário, é um agravante.

Quais as consequencias?

Organizações conservadoras dos EUA reclamaram que estes eventos podem influenciar as crianças a se tornarem homosexuais pela imitação dos personagens dos gibis. O argumento foi rebatido com a falsa ideia de que crianças não imitam gibis, que os gibis não são mais lidos por crianças, mas sim por adultos com uma sexualidade formada, ou mesmo com a ideia absurda de que isso seria uma boa influência e tornaria as crianças mais tolerantes á tal "diversidade".

É óbvio que crianças imitam os personagens de filmes, gibis e qualquer produto que elas consomem pra se divertir. Nós crescemos colocando a toalha na costa e pulando do sofá pra imitar Superman, usávamos qualquer coisa parecida com uma espada pra imitar Conan e todo mundo sonhava ser o Batman. As crianças imitam cantores que veem na TV, dançarinos, video games e tudo que é importante pra elas.

Crianças que vierem a ler esses gibis podem imitá-lo. Não só elas, mas adolescentes também. Não são somente crianças que se deixam influenciar. Adolescentes copiam seus ídolos do rock e da música em geral, artistas de cinema, novelas, esportistas, e muitos adultos fazem o mesmo. Já viu quantas pessoas estão usando moicano por causa daquele jogador de futebol? E quantos começaram a fumar vendo filmes? Os mais velhos sabem disso. Quantos começam a beber e usar drogas influenciados por filmes e bandas de rock? Eu mesmo lembro que quando criança e mais tarde como adulto, já fui influenciado!

Mesmo que os leitores estejam na faixa etária entre 25 e 35 anos, eles podem ser influenciados também. Hoje se comenta que as pessoas não passam da adolescência, não amadurecem. Eu mesmo acho que minha adolescência foi até os 25 anos! Nós vivemos em uma sociedade que privilegia a juventude e uma posição infantil perante a vida. Muitas pessoas chegam aos 35, até mais, e não tem uma personalidade formada, e até mesmo, são sexualmente indecisas ou influenciáveis. Todos somos influenciáveis.

Se fazem essas campanhas pra supostamente incluir minorias é porque eles sabem que o público vai ser influenciado, se não eles não fariam. Estude o behaviorismo que você vai entender o reflexo condicionado. A associação contínua de homosexuais á figuras de poder e sucesso, como os super-heróis, não nos leva a aceitação deles, mas pode levar a uma atração por esse estilo de vida. E esse pode ser o objetivo, como James Robinson, o escritor do Alan Scott gay afirmou: "I hope he’s a positive figure. If there’s some kind of kid out there who’s reading the comic and who’s worried about the person he is, maybe it will give him a positive sense of who he is."

Agora voltando a outra consequencia, que é a distorção do conceito de super-herói. Super-heróis não são representantes de minorias políticas ou classes, eles são representações da superação individual em uma sociedade livre em que o homem é capaz de lutar pela liberdade, pelo bem e pela felicidade. Por isso eles se desenvolveram nos EUA, um país em que este valores são cultivados (ou pelo menos eram). É disso que trata o Homem-Aranha, os X-Men e Superman. Os super-heróis não tem sexualidade ou raça, eles tem ideais. Tire isso e você tem um ser bizarro com uma roupa estranha e a história é uma festa a fantasia com brigas. Nós conhecemos um montão dessas histórias hoje. Histórias ruins.

Nós não precisamos que os super-heróis sejam fisicamente, sexualmente ou socialmente parecidos conosco. Muitos podem argumentar que o sucesso de determinados personagens ocorre devido a essa identificação direta. Já pensei assim, mas hoje acho que não há nada mais equivocado.

Quantas pessoas são fãs do Homem-Aranha sem ter nada de parecido com Peter Parker? Quantos se indentificam com Tex sem ter nada de cowboy matador? Quantos são afinados com John Constantine sem mexer com a ciência das trevas? E o montão de gente que adora Batman sem ser um bilionário enlouquecido pela morte dos pais? E Hulk, um cientista com dupla personalidade? Superman, um alienígena?

O que nos faz criar identificação com os super-heróis não é a sexualidade, a cor da pele ou a situação social. Personagens gays não vão atrair novos leitores, os gays que já leem HQs (e eu conheço vários) não vão comprar mais gibis. Era de se esperar que os autores de quadrinhos soubessem disso mais do que ninguém. A qualidade do entretenimento não se define por questões tão óbvias e superficiais. Mas hoje parece que os quadrinhos não se destinam mais a entreter, mas a concorrer a prêmios de direitos humanos.

Por que tudo isso é uma farsa?

Quando a DC apelou mostrando a personagem Estelar convidando um cara pra fazer sexo do nada e quando mostrou Batman e Mulher-Gato trepando no telhado sem mais nem menos em histórias muito ruins, todo mundo reclamou. Quando mostraram o bebê explodindo e pessoas sendo esquartejadas todo mundo reclamou. Porque isso tudo é apelação. Mostrar gays casando e se beijando ou toda essas coisas que eu falei porque "existem na realidade", com o pretexto de educar crianças, é uma apelação absurda. Isto diminui o valor dos quadrinhos como arte e os transforma em um produto de baixa qualidade, subestima a inteligência do leitor e pode se transformar facilmente em uma influência negativa. A consequencia mais grave é o deboche. Antes esse material era o tipo de leitura estigmatizado como infantil. Hoje ele corre o risco de passar a ser visto como uma expressão do ridículo, do puro mau gosto, como os programas de auditório da TV aberta que mostram "a vida como ela é". Essa não é uma perspectiva animadora.

Não critico gays, só acho que determinadas coisas não devem ser exploradas só pra gerar renda, com a desculpa do politicamente correto. Todo mundo sabe que Marvel e DC Comics tem apelado com sexo e violência pra tentar vender gibis. Sexo e violência existem na realidade, gays existem na realidade, mas vir com a desculpa de que isso deve ser explorado como uma forma de seguir as mudanças da sociedade não procede. Explorar isso pra vender é de mau gosto e desrespeitoso. Usar quadrinhos pra propagandear ideologias é desonesto.

Dizer que isso é um reflexo da evolução da sociedade também carece de razão. A sociedade nem sempre evolui, ela pode involuir. Muitas grandes sociedades entraram em decadência quando seus valores primais foram desprezados e substituídos por novos. O conservadorismo não visa impedir o avanço das mudanças, mas selecionar quais mudanças devem ser feitas e como devemos executá-las. Muitas mudanças não são positivas e não devemos propagandea-las em gibis.

O psiquiatra esquerdista Frederick Wertham criou em 1954 o mito de que Batman é gay. Wertham acreditava que os quadrinhos deveriam ser usados na educação e naquela época o homosexualismo era visto como uma doença e problema social. Portanto, ele alertou que Batman era homosexual e isso seria uma má influencia pros jovens leitores de quadrinhos. Os gibis de terror incentivariam a delinquencia juvenil. Em parte Wertham estava certo, os gibis realmente influenciam, mas sua lógica era desonesta. O que ele realmente pretendia era que essa influência fosse aproveitada de uma maneira positiva, na sua visão, claro. Todo mundo sabe que suas ações geraram o Comics Code, e os quadrinhos se tornaram mais politicamente corretos, dentro dos moldes dos anos 1950, nada de violência e sexo.

Mas a visão de Wertham sobre os quadrinhos aparentemente prevaleceu, porque ele defendia essa mídia como um instrumento pra moldar a sociedade. Na época atual o conceito de politicamente correto mudou e as pessoas passaram a aceitar o homosexualismo. E o que fazem hoje? Alegam que podem usar quadrinhos pra fazer com que crianças aceitem esse comportamento, que sejam tolerantes ou adiram a ele. Ou seja, o grande ideal de Frederick Wertham prevaleceu, os quadrinhos estão sendo usados como um instrumento de manipulação social. Quem for capaz de entender, entenda. A questão não é tolerância nem diversidade nem adaptação a atualidade, é propaganda.

Concluindo:

Gays se casando seria motivo de discussão nos EUA e até aqui no Brasil, seria um tema que traria mais substância pras HQs. Mas analisando o impacto social que essas discussões realmente despertam e a relação delas com o conceito original de super-heróis, chegamos a conclusão que a presença desse tema em HQs é desnecessário e inadequado.

Vinte anos atrás as revistas de quadrinhos vendiam aos milhões e hoje não chegam a cem mil. Todo mundo sabe que estamos a beira do colapso e as editoras estão desesperadas. Os fãs antigos, os poucos que sobraram, também veem sua maior diversão decair. Os autores não usam mais a criatividade e a inteligência pra fazer as histórias (como faz falta um Jack Kirby!) perdem-se em ideologias, problemas pessoais, complexos psicológicos que são expressão do seu eu e não cabem nos personagens. Para vender, os editores apelam com polêmicas baratas.

Entre as soluções buscadas estão esse suposto progressismo de refletir uma realidade pós-moderna em mutação. O grande erro disso tudo é que o conceito de super-heróis tem em sua raíz uma força conservadora. Os heróis atuam pra manter os valores da sociedade atual, não para transformá-los. Eles não querem destruir ou modificar ou se adaptar as mudanças no "sistema", eles fazem parte da manuntenção dele. Todas as revisões desse conceito devem ser brandas e acompanhar a tendência conservadora, a não ser que sejam sátiras.

Desde Watchmen até Authority e chegando a Pro ou The Boys nós temos sátiras a esse conservadorismo. Querem experimentar, utilizem as realidades alternativas, os selos adultos. Esses elementos de sátira não podem se tornar a regra, os super-heróis não podem se tornar caricaturas de sí mesmos. Heróis que relativizam bem e mal ou que acompanham tendências progressistas da sociedade não são mais super-heróis, eles são qualquer coisa entre o anti-herói e o vilão. Eles colaboram para enfraquecer o arquétipo do herói junto ao grande público e esse é um dos motivos das baixas vendas. A renovação da sociedade cabe aos vilões, não aos heróis.

O arquétipo clássico dos super-heróis, o conservador, é bem expresso no filme dos Vingadores, um absoluto sucesso mundial. Querem as editoras de quadrinhos se manter no mercado, sigam aquele modelo. Vir com apelações esdrúxulas não vai salvar os super-heróis, vai fazer com que eles se tornem motivo de deboche, como são hoje as histórias de vampiro, após o fenômeno Crepúsculo.

Como reagir a mais este erro das editoras de quadrinhos? A solução é o boicote, e é isso que está acontecendo. Onde estão as milhões de pessoas que liam quadrinhos antigamente? Não evaporaram todas, elas estão aí, mas estão de saco cheio de toda essa baboseira que vem sendo feita e preferem as histórias antigas em que você se divertia sem se preocupar se o herói era gay, negro ou qualquer coisa, onde a criatividade e imaginação imperava e não era obrigatório e forçosamente óbvio refletir a realidade pretendida por grupos políticos. Aquilo era uma boa história em quadrinhos, como todo mundo diz, era a diversão que elevava nossa infância.

As editoras de quadrinhos deveriam recuperar esse maravilhoso período, deixando de lado a satisfação de egos doentios e o interesses desonestos de políticos e comerciantes. Isso poderia salvar os super-heróis da derrota final.


...

99 Comentários:

KOMIKER MASTER disse...

Ótimo texto.
Falaste a mais pura verdade e a tempos abandonei os quadrinhos da Marvel e DC (endo apenas material antigo) e passei a edicar minha leitura a material que outras editoras (muitas europeias).
Histórias de qualidade ainda são escritas, mas não têm o apelo comercial e acabam "entulhando" prateleiras, porque os leitores acham mais importante ler o Batman derrotando o Coringa toda semana do ler uma revista que realmente seja divertida ou se atenha afatos reais (Leia a revista "Chernobil - A Zona" no site Komikerbr).
Tudo que foi escrito em Seduction of Inicents está acontecendo, mas da pior forma.

Att.

Nelson Lilioso disse...

Esse post é do mesmo naipe daqueles que defendem as idéias de jesus e são preconceituosos, ou aqueles que falam em Democracia mas excluem parcecelas da sociedade. Se Luther King, que lutava pelos direitos civis, pudesse ler isso jamais concordaria.

A palavra "civil" é uma designação de ser humano com direitos e deveres em uma sociedade, pluralizando isso a um conceito erga omnes desde que a sociedade humana alcançou o status de evolução hodierna. Passamos dos estágios de tolerar a escravidão, a servidão, as discriminações de todos os gêneros e tipos.

Quer dizer, os efeitos de uma sociedade só devem ser concedidos a determinadas parcelas da população? Esse é o maior anacronismo esdrúxulo de quem ainda não aprendeu a conviver com o diferente, não aceita e pensa que isso é um avilte a sua dignidade. Ora pois, Dario I foi criticado por pagar seus funcionários, César foi desprezado por cavar fossas com os seus subordinados, Carlos Magno foi ridicularizado por dar educação a outros que não da nobreza ou do clero, Kennedy foi troçado por fazer cumprir os direitos dos negros e agora Obama é sacaneado por defender o casamento gay.

O que é isso amiguinho? sempre vemos retrógrados dando seus ultimos suspiros de preconceitos antes as mudanças na sociedade, mas é ultrajante conviver com alguém que ainda pensa assim e faz campanha contra. Que despreza as iniciativas e busca justificar um pensamento torpe através de argumentos fantasiosos.

Ser cristão não tem nada a ver com qualquer tipo de preconceito, é tratar os outros como se gostaria de ser tratado e buscar uma convivência harmoniosa. Não deturpe as palavras de cristo para justificar seus pensamentos preconceituosos.

Ser excluído por qualquer motivo é sofrer preconceito. se nós toleramos uma capa em que um super beija uma garota gata, ou aceitamos ver um casal de namorados por ai aos agarros, por que com um casal de gays deve ser diferente? Isso é a pior babaquice do mundo.

Sim, as editoras querem vender. E vão procurar cada vez mais nichos inexplorados.
Mas não, isso não significa que é apelação colocar um casal gay se beijando. Significa reconhecer uma realidade tão antiga quanto o mundo e aceitar normalmente, como deveria ser feito de plano.

Renato Benites disse...

Cara, esse é simplesmente o melhor texto sobre quadrinhos que eu li nos últimos anos! Irretocável.

Renato disse...

ótimo.. concordo com tudo!

Felippe Martins disse...

É o maior absurdo que eu já li em tempos. Deturpa toda uma idéia e mostra como ainda existe gente preconceituosa e ignorante, porém letrada no mundo (o que no meu ver, são os mais perigosos.

SHAME ON YOU autor!!!!

André Carotta Zoboli disse...

Perdi alguns bons minutos da minha vida lendo esse lixo.

Cara, você simplesmente é um homofóbico que manja muito de quadrinhos.

Usa do conhecimento de HQ´s e psicologia do wikipédia para fundamentar uma opinião totalmente preconceituosa.

Lamentável!

Rafael Guimarães disse...

Agora emitir opinião dá processo? Essa galera detesta gente que pensa diferente. Gostei de ver que ainda existe gente que tem coragem de pensar diferente! Também acho uma grande apelação! A comparação entre negros e gays tbm não procede pra mim. A polemica sobre esse assunto está longe de terminar.

Thais_Moa disse...

o cara se contradiz em várias partes do texto, bela bosta esse texto!

(Cheetara) disse...

você é burro.

Andy disse...

É óbvio que iria aparecer um monte de gente mimizando por casua do texto. Tudo o que foi dito está correto! Aliás, em NENHUM MOMENTO há qualquer tipo de preconceito no texto, mas a galerinha dos caça preconceito já deu um jeito de achar isso, pois ditam que certos grupos são intocáveis e não devem ser criticados jamais. Querem "igualdade" mas com tratamento diferenciado, acima do bem e do mal, tratados como santos onde qualquer palavra negativa é um pecado terível que merece a fogueira!

Parabéns ao autor da matéria.

byrne disse...

Parabéns pelo texto Mauro!Concordo com tudo que vc escreveu,sou leitor antigo de quadrinhos
e pra mim isso não passa de uma grande apelação
e olha que eu acho que vai piorar,é uma pena.
quanto as pessoas que discordaram!
cada um tem sua opnião,mas pra mim são uns Gays
tentando defende sua causa inútil.Valeu.

Tavares disse...

Lembrando que qualquer comentário puramente ofensivo ou que venham de pessoas que exercem perseguição serão apagados.

Ofensas a gays também.

Sakamoto80 disse...

Como o colega ali falou. Está uma onda de "caça preconceitusos" Essa galerinha, provavelmente esquerdista da maconha, procuram pelo em ovo para acusar outros de homofobia. Se você afirmar que é hétero te acusam de homofobia, agora qualquer coisa é homofobia. Ah, vão se lascar, bando de preconceituosos heterofóbicos!

Tudo que ele falou aí no texto é a verdade. Ótimo texto.

Lagarta disse...

Parabéns, dessa vez você conseguiu extrair até a última gota da sua excelente retórica em prol de uma opinião completamente equivocada dos fatos.

Você até poderia ter conservado um pitaco da sua coerência caso não tivesse alegado acreditar que a presença de um personagem gay pode influenciar diretamente a personalidade de uma criança.

Enfim, minha educação me obriga a respeitar a sua opinião mesmo discordando completamente dela.

Mais sorte na próxima.

Só um adendo, NEGRO não é raça, não existe variação genética suficiente pra sustentar tal alegação. Cães têm raça, não seres humanos. Tente pesquisar sobre isso para não repetir tal ideia.

Daniel Batista Galvão disse...

nossa ....parei na metade...o que afeta um herói ser gay??? o anel é dele e ele da pra quem quiser..kkk

René Ferracioli disse...

Você se esforçou para não soar preconceituoso e conservador, mas não rolou. Não há problema algum em uma criança se tornar um adulto homossexual por influência de um quadrinho.

alien9 disse...

classe média sofre! como é difícil ser heterossexual impunemente!

Marcus Pessoa disse...

Fredric Wertham, esquerdista? Hahahahahaha, você é muito ignorante mesmo. Wertham era um conservador que, exatamente por achar que Batman era gay e pedófilo, fez uma campanha contra os quadrinhos.

Você é um homofóbico que gasta laudas e laudas de blá blá blá, quando podia muito bem dizer que NÃO GOSTA DE GAYS. Estaria sendo mais honesto. Mas você tem medo de dizer o que realmente pensa.

dai_caipirinha disse...

desnecessário e inadequado é tudo que você escreveu meu caro

Marcos Nobre disse...

Parabéns o senhor espera que a DC e a Marvel, mantenha eternamente os personagens numa eterna Turma da Mônica, sem envelhecer, se relacionar, e se houver mudança um reboot coloque tudo no mesmo lugar de inocência, onde só exista a etnia caucasiana, as mulheres sejam objeto.

Kessiane Franco disse...

hmmm, então quer dizer que os comics só podem ter histórias de heróis que sejam (H)omens, com princípios católicos, nacionalistas, que usem cuequinha pra fora, tenham muito músculo e que todas as mulheres estejam babando sempre por eles (mesmo que prefiram ficar com seu "parceiro")? Sorry, mas você já passou a idade de ler comics querido. Os adolescentes e crianças que são o público-alvo dessas revistas hoje tem outras identificações e toleram numa boa relacionamentos de todo tipo. Diferente dos balzaquianos, colecionadores de comics, que vivem com os pais e sofrem de síndrome do Peter Pan. Eu te entendo, você simplesmente não aguenta ver o mundo mudar, porque aí terá que mudar também e finalmente crescer. Sorte na próxima ;)

Idezio Junior disse...

cara, o pior de tudo é que vc acha q esta certo e ainda tem seguidores, igual ao hitler! deprimente que ainda existam pensamentos iguais ao seu. se nao concorda, nao compra a revista! e se vc comprar a revista, nao precisa fazer oq eles estão fazendo la, só respeite.

bruno mendes disse...

"Super-heróis não são representantes de minorias políticas ou classes, eles são representações da superação individual em uma sociedade livre em que o homem é capaz de lutar pela liberdade, pelo bem e pela felicidade."
Então X-Men não são super-herois dos quadrinhos, neste conceito?

"Usar quadrinhos pra propagandear ideologias é desonesto."
Perdoe, mas a ideologia está na base dos quadrinhos. Superman e Capitão América pregam a ideologia conservadora estadunidense. Mas pelo que entendi, o seu problema é com ideologias contrárias ao conservadorismo.

"O conservadorismo não visa impedir o avanço das mudanças, mas selecionar quais mudanças devem ser feitas e como devemos executá-las."
"A renovação da sociedade cabe aos vilões, não aos heróis."
Então aí temos um paradoxo: a sociedade não está perfeita, precisa de mudanças para tornar-se melhor. Se deixarmos as mudanças para os "vilões", então ele pode ficar pior. Então talvez o "vilão" não seja tão vilão assim.

Eu concordo que os herois tradicionais de HQ são conservadores. E por isso mesmo não gosto muito deles.

Espero não ter sido ofensivo.

Tavares disse...

Para os seguidores da página:

Fiquei assustado com a quantidade de ofensas que recebi por causa de meu último artigo. Ainda tinha dúvidas de que havia ocorrido uma lavagem cerebral nas pessoas, mas hoje não tenho mais dúvida nenhuma.

A intolerância com quem pensa diferente é muito grande, tanto que muitas pessoas tem até medo de se manifestar.

Notei duas coisas: O baixo nível intelectual dessas pessoas e sua agressividade. Os fascistinhas criados pela educação esquerdista acham que são donos da verdade, que encontraram a resposta pra todos os problemas do mundo e não admitem quem discorde deles. Acham que podem agredir quem quiserem.

Esse país precisa de uma reforma na educação urgente, as escolas e universidades estão criando monstros muito parecidos com soldados da SS.

Estamos realmente chegando a um ponto perigoso da história.

Se você discorda do que escrevo pode debater educadamente.

Se quiser apenas ofender, eu prefiro que você deixe de seguir a página.

Anselmo Cantuaria disse...

Acho que não tem nada de odioso em se criar um personagem com a preferência sexual que se quiser, só considero forçado querer que se engula que de uma hora para outra, um dos personagens mais iconicos de um universo se assumir gay não é uma sofrível tentativa de se amealhar alguns níqueis a mais.

Essas iniciativas esvaziam o debate, são inúteis e criam uma aversão lógica por parte daqueles que não acham natural esse tipo de manipulação.

Em vez de ser dado ao leitor o prazer de conviver com o personagem e se criar um vínculo através da empatia, como no caso do maravilhoso Wallace( amigo de Scott Pilgrim) ou do próprio Estrela Polar( personagem que gosto muito) ou da Diana( brincadeira), só é dada a opção de aceitar que o Allan, que sempre conviveu e lutou lado a lado com os melhores homens do universo nunca tentou dar em cima de nenhum deles e resolveu oportunisticamente sair do armário agora porque daria mais ibope.

Unknown disse...

Você mostrou bem que pessoas de qualquer idade podem estar confusas quanto a sua própria sexualidade...

Felipe "Baiano" Batista disse...

Você critica essa mudança no rumo dos quadrinhos de ser um golpe para o aumento de vendas, mas acha que eles venderam bem mais se seguissem o modelo que você concorda.

Entao, o que quer que aconteça, uma das duas condiçoes que o incomoda sera sempre satisfeita. Ao voltar ao modelo mais conservador as editores estariam numa manobra que aumentariam suas vendas, e para nao tomar uma atitude comercial elas devem fugir desse modelo, que você concorda.

bruno mendes disse...

Tavares, crítica negativa não é ofensa. Se você está recebendo essas críticas como ofensa e dizendo que quem está criticando lê pouco e pensa pouco, talvez o intolerante com quem pensa diferente é você. Se hoje você não tem mais dúvida sobre alguma coisa, seu pensamento está meio fechado, isso é perigoso.

Eu li seu texto com a maior atenção, anotei as partes que considerei mais equivocadas e comentei sucintamente, para promover o debate. Faço isso mesmo com professores. Isso não é ser intransigente, é? Pareceu deseducado?

Alguns debocharam, isso sempre acontece na internet quando um tema chega ao grande público: tentar amenizar a discordância através da ironia. Mas muitos deram argumentos identificando em que pontos específicos não concordam. Por que você não faz pequenas réplicas, pra dar mais força ao seu argumento?

Pelo contrário, para desvalorizar os argumentos contrários, você está atacando todos os opositores de uma vez, acusando-os de ter "baixo nível intelectual" e "agressividade".

E se você está usando os soldados da SS como comparação às pessoas que se manifestam discordando de você, me parece ter alguma coisa de bastante errado aí. Ninguém aqui parece querer te colocar numa câmara de gás, nem te dando tiro na cabeça porque não tem força pra carregar uma pedra. Só estamos discordando, pelo menos ideologicamente, de você.

Deborah disse...

Me explique uma coisa então. Se os super-heróis tem ideais, e não podem ser usados clichés triviais, como sexualidade e raça, como fica a emoção? supondo, um herói não pode ter uma vida conturbada que ele estará saindo dos padrões ideais, por que ele tem problemas mais reais alem dos de super-herói?

Getúlio de Freitas Maia disse...

"Deixe sua opinião sem ofensas por favor" é o que diz o Poster de comentários. O problema é que todo esse texto é uma ofensa para mim, leitor de quadrinhos (New X-men, Exiles, X-Statics, The Antonishing X-men, Wolverine) e gay. O Estrela Polar é meu conhecido há DEZ anos e não foi "recuperado". Se conhecesse The Uncanny X-men e The New Mutants, saberia disso. X-men fala de como as minorias são tratadas pelas maiorias. Veja a parte de Marvels dedicada aos Filhos do Átomo. Tu és um homofóbico, e espero que não entenda isso como uma ofensa, já que defendes tua posição com tanto afinco. A luta dos gays pode e será comparada ao da comunidade negra. Pelo viés da injustiça das relações da nossa sociedade. Se tu tinhas algum respeito, perdeu todo!

j.p. disse...

o problema é que o autor escolheu comentar justamente esta jogada de marketing das editoras pra ganhar uns trocados a mais, e por isso ta sendo tão atacado, as pessoas estão se confundindo, o grande tema do artigo é falta criatividade nas editoras, mas como o autor usou como ponto de partida esses eventos gays nas hq's, para explanar suas opiniões, as pessoas estão confundido os focos do artigo, o texto não é contra os gays, é contra o oportunismo apelativo das editoras, mas como o tema da luta dos homossexuais hoje em dia é tabu e tbm vivemos uma epoca onde o politicamente correto é o status quo, muita gente acha que é um texto homofobico, falta a esse pessoal uma leitura desprovida desse relativismo barato...

byrne disse...

Na verdade já está começando a encher esse papo de Héroi Gay.
cada um no seu lugar,História em quadrinhos em
sua maioria se passa em um mundo imaginário.
na minha opnião estão misturando as coisas,
fala sério agora querem ter espaço nas história em quadrinhos,ai já é de mais.cada um na sua.Gays não combinam com quadrinhos de Super Hérois.
falei.

Tavares disse...

@Lagarta em nenhum momento falei de raças, o que disse é que gay não é raça, o texto não é sobre isso, outra coisa, o movimento por direitos civis dos negros foi legítimo porque eles realmente estavam em desvantagem, havia leis contra eles, não podiam estudar, trabalhar, ter propriedades, e eram caçados e mortos. Nada disso ocorre com homosexuais hj, pelo contrário, eles são muito bem vistos na sociedade, apesar da paranoia dos caçadores de preconceito, e não tem nenhuma lei contra eles.

Sem falar que ninguém escolhe ser negro, mas o sujeito escolhe ser gay. É um comportamento, não há provas cientificas que seja genético

Tavares disse...

@Marcos Pessoa Se você tivesse conhecimento sobre o que fala saberia que Wertham era um "liberal", que é como chamam os esquerdistas nos EUA, ele trabalhava em causas sociais, inclusive com os negros, que naquela época eram muito discriminados.

"Nascido na Alemanha, com estudos na Inglaterra e Áustria, naturalizou-se americano em 1929, e deu aulas na prestigiosa Universidade Johns Hopkins. Interessado na vida e na cultura afro-americanas, no jazz e outras modalidades de arte popular, fez-se amigo íntimo dos escritores negros Richard Wright e Ralph Ellison. Foi, a seu modo, um baluarte contra o segregacionismo racial. Numa época em que nenhum psiquiatra de Baltimore aceitava negros como clientes, Wertham tratou de graça todos aqueles que o legendário advogado Clarence Darrow lhe enviava. Em março de 1946, abriu no Harlem, em Nova York, a primeira casa de saúde multirracial dos EUA, a Clínica Lafargue, assim batizada em homenagem ao jornalista e ativista político de origem cubana Paul Lafargue, genro de Karl Marx."

http://virgiliofreire.blogspot.com.br/2009/05/quando-os-gibis-conheceram-o-fogo-da.html


http://www.english.ufl.edu/imagetext/archives/v3_1/reviews/eklund.shtml





Outra coisa, pegar carona no movimento negro é uma forma de oportunismo. Desrespeito.

Tavares disse...

@Marcos Nobre e Kessiane Franco

Eu não disse isso, assim como a suposta homofobia, isso está partindo da interpretação de vocês. Leia denovo o texto e não me obrigue a ter de explica-lo se vocs não conseguem entender.

Tavares disse...

@Bruno Mendes

Você disse:

"Usar quadrinhos pra propagandear ideologias é desonesto."
Perdoe, mas a ideologia está na base dos quadrinhos. Superman e Capitão América pregam a ideologia conservadora estadunidense. Mas pelo que entendi, o seu problema é com ideologias contrárias ao conservadorismo.

Superman e Capitão nunca foram ideológicos, eles representam valores de auto sacrifício, individualismo, luta pelo bem e liberdade, interpretar isso como ideologia é errôneo e reducionista e partiu da leitura marxista dos quadrinhos. Logico que ideólogos antiamericanos precisam sempre difamar os simbolos dos EUA. Infelizmente essa interpretação desonesta caiu nas graças do meio acadêmico e da mídia e se tornou lugar comum.

Leia as origens desses superheróis que você vai ver que não é nada disso.


"O conservadorismo não visa impedir o avanço das mudanças, mas selecionar quais mudanças devem ser feitas e como devemos executá-las."
"A renovação da sociedade cabe aos vilões, não aos heróis."
Então aí temos um paradoxo: a sociedade não está perfeita, precisa de mudanças para tornar-se melhor. Se deixarmos as mudanças para os "vilões", então ele pode ficar pior. Então talvez o "vilão" não seja tão vilão assim."


Os heróis defendem valores tradicionais, como propriedade, liberdade individual. Os vilões são sempre contra isso. A maior parte dos vilões são ditadores, capitalistas desonestos, ladrões. Eles relativizam bem e mal, certo e errado. Eles relativizam a moral.

Veja Coringa e Magneto por exemplo. Porém hoje há uma crise de valores na sociedade e os heróis não conseguem mais se estabelecer, por isso eu alerto para que eles voltem a defender valores tradicionais para voltarem a ter apreço das pessoas comuns, a quem os quadrinhos eram direcionados.

Como exemplo, cito o filme dos Vingadores, que segue o arquétipo clássico dos heróis.

Tavares disse...

Felipe Bahiano

"Entao, o que quer que aconteça, uma das duas condiçoes que o incomoda sera sempre satisfeita. Ao voltar ao modelo mais conservador as editores estariam numa manobra que aumentariam suas vendas, e para nao tomar uma atitude comercial elas devem fugir desse modelo, que você concorda."

É uma proposta, uma possibilidade que pode surtir efeito ou não. De qualquer forma, é um resgate do conceito original dos heróis. O que se vê hoje é um golpe de marketing atrás do outro que faz com que os heróis sejam cada vez menos apreciados nos quadrinhos.

Em nenhum momento eu disse que tenho a solução mágica pra tudo, estou apenas passando minha leitura como pesquisador e fã de quadrinhos.

Tavares disse...

@Bruno Mendes

"Tavares, crítica negativa não é ofensa. Se você está recebendo essas críticas como ofensa e dizendo que quem está criticando lê pouco e pensa pouco, talvez o intolerante com quem pensa diferente é você. Se hoje você não tem mais dúvida sobre alguma coisa, seu pensamento está meio fechado, isso é perigoso."

Você não vê aqui os comentário que recebi do tipo filho da puta, vai tomar no cu, são dezenas que eu apaguei. Quando falei das SS, é a militancia gay que to me referindo, eles invadiram o blog pra postar ofensas.

Sem falar em duas pessoas que me perseguem a meses e vieram aqui postar ofensas e ameaças, É o Leossias e o Synthzoid, fizeram até um post em outro site me difamando. A meses que esses dois me perseguem fazendo bullyng e to pensando em uma maneira de denuncia-los a polícia.

Tavares disse...

@Getúlio de Freitas

Estrela Polar foi incluído naturalmente como um personagem gay e não como golpe de marketing, que é o que hoje vem sendo feito. Não tenho nada contra gays nos quadrinhos, pode me chamar de homofóbico, mas vc lesse esse blog saberia que uma das minhas graphic novels preferidas é Fun Home, saberia que adoro Love and Rockets e gosto um pouco de Estranhos no Paraíso.

Mas, o problema aqui é que as pessoas preferem agredir em vez de refletir e se informar.

Enfim, eu propus um debate e não disse que sou dono da verdade, posso estar errado em muitos pontos, como todo mundo, mas muitas pessoas acham que tem a solução pra todos os problemas do mundo com sua militancia de minorias. E elas decidiram me ofender.

Quem se acha 100% certo é fanático.

Pedro Cordelini disse...

Legal o texto. O lanterna verde nunca deu a entender que era viado nem nada antes.

Isso de heróis gay é a mais nova apelação, tanto das editoras que querem abocanhar este nicho como dos viados que querem representação.

O movimento gay quer usar até personagens de quadrinhos, já tá uma encheção isso, sem dúvida um marketing muito agressivo. Parece lavagem cerebral.

O problema é que ao invés de criar novos personagens gays para representá-los a idéia é de inventar um passado(que nunca existiu) o que desrespeita os antigos fãs(não sou um)

Se o sujeito nunca foi viado por mais de 50 anos como um roteirista que nasceu ontem vai criar isso da noite pro dia ? Uma tremenda furada.

Yuri Marcel disse...

Meu nome é Yuri eu tenho 25 anos e sou gay. Sou gay desde antes de saber o que era gay, mas também sou leitor de quadrinhos desde criança, inclusive foi assim que eu aprendi a ler.

Das histórias que eu lia sempre tentei tirar o melhor, não só me entreter como entender os conceitos e o contexto por trás das histórias e posso dizer que muito do meu caráter foi formado pelo que eu li, menos uma coisa, o fato de eu ser gay. Passei anos vendo Gambit sendo garanhão, anos vendo o Wolverine passando o rodo e por aí vai e anos vendo isso nos adultos ao meu redor na vida real, nem por isso segui o exemplo porque não era pra ser.

Se ser gay não é uma questão biológica, talvez seja divina porque não há causa, motivo, razão ou circunstância pro fato de eu ser gay. E digo isso porque na adolescência cansado der ser apontado como a bicha da turma resolvi tentar ficar com meninas, fiquei e até transei com elas, mas nem por isso deixei de ser gay. Na verdade acho que tudo isso só reforçou o que eu era desde sempre. GAY!

Essa polêmica toda sobre heróis gays, heróis gays casando ou não é estapafúrdia como são os argumentos que usam. Quando criança eu tirei força dos heróis que eu lia pra aguentar muita coisa, mesmo que todos eles fossem héteros, mas sempre senti falta de um homem-aranha gay, como tem milhões de crianças gays hoje no mundo que com certeza sentem falta de um modelo gay em quem possam se inspirar pra enfrentar a ignorância de um mundo que os teme e odeia por terem nascido diferentes.

Sobre a questão de marketing em cima disso é muito simplista ver só a questão comercial (que eu não seria besta de dizer que não existe) mas acho que é mais importante se focar no impacto social de uma decisão dessas. Às vezes a sociedade precisa de um tapa ou dois na cara pra poder abrir os olhos e começar a entender que gays existem e têm tanto direito a representação quanto qualquer um.

Sobre o kit anti-homofobia tão citado aqui de forma pejorativa eu acho que só um moleque que tem a cabeça enfiada no vaso sanitário pelos colegas ou é amarrado numa árvore apenas por ser diferente dos colegas tem noção da importância de ensinar principalmente às crianças e adolescentes o respeito às diferenças, eu sei.

Desde pequeno eu aprendi na pele que revistas em quadrinhos são mais que diversão e a contagem de corpos do Justiceiro e acho que os verdadeiros amantes de quadrinhos deveriam se preocupar mais com a qualidade dos roteiros e desenhos do que com a sexualidade dos personagens. Aliás verdadeiros amantes de quadrinhos deveriam sentir orgulho por ver que em 22 páginas há mais espaço para gays, negros, judeus, muçulmanos, anões, héteros, mulheres e pessoas com cabeça de abóbora que em muitos lugares na vida real.

calazans disse...

Gente, é um ÓBVIO golpe de marketing !! E se no mundo real pessoas saissem de collant colorido e capas ou máscaras do carnaval de VEneza..huuumm..ninguém em sã consciencia discordaria que todos são evidentemente GAYS . Já na Europa "Asterix e Obelix", "Tintin e Hadock", "Blake e Mortimer" etc são TODOS casais masculinos claramente GAYS ! "Capitão América e Buck" são um claro casal GAY tipo os ÓBIVIOS ULULANTES "Batman e Robin", por outro lado o "Homem de Ferro" tem um caso inter-racial com o capitão que usa a armadura cinza com metralhadora (acho que War Machine ou algo GAY do tipo) e a secretária PEPPER dele é paga para servir de FACHADA, o "Fantasma" corria de collant ROXO na selva de bengala (suando como numa SAUNA GAY) e tinha um caso inter-racial com o caçique pigmeu Guran (vulgo O TRIPÉ) e outra namorada de fachada, o mesmo com "Super-Homem" e seu namoradinho Jimmy Olsen e a racha da Lois Lane de FACHADA ! Todos seguem a mesma cartilha gay, e quem lê quadrinhos baba fantasiando sair de collant... basta ver se nerds tem namoradas ou se andam cercados de outros homens...

E antes que me xinguem de homofóbico, sou NECRÓFILO , e na necrofilia qualquer buraco me interessa ! Já saí do Necrótério, saí do Caixão, e tenho amigos ZOOFILOS que ja saíram do chiqueiro-cocheira-pet shop !

bruno mendes disse...

@Tavares
"Superman e Capitão nunca foram ideológicos, eles representam valores de auto sacrifício, individualismo, luta pelo bem e liberdade, interpretar isso como ideologia é errôneo e reducionista e partiu da leitura marxista dos quadrinhos."

"Ideologia" no Wikipedia:
"No senso comum o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário, contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas."

Ideologia não precisa ser um conjunto de valores contra o sistema atual, seja político, econômico, qualquer coisa. Se esses herois "representam valores de auto sacrifício, individualismo, luta pelo bem e liberdade" e todos de forma geral "defendem valores tradicionais, como propriedade, liberdade individual", isso em si é uma ideologia.

O Capitão América foi criado em 1941, durante a 2ª Guerra Mundial. Você acha que é só coincidência?

Ou seja, esses HQs, de forma geral, possuem uma ideologia em comum, mesmo porque a maior parte dos que você citou, se não todos, foram gerados nos EUA. Eu não estou fazendo juízo de valor aqui.

Eu não vejo mal algum em se colocar uma nova ideologia, ou mudar os valores de alguma. Podem gerar desgosto nos que gostam das ideias tradicionais, mas faz parte da evolução (não necessariamente para melhor, mas para uma coisa nova). Isso aconteceu em todas as áreas da arte: música, literatura, pintura, etc. Sempre surgia alguém que modificava alguma coisa, seja na forma, no tema, no tipo de objeto representado, com engajamento político-social ou mero desbunde. Eu considero HQ um tipo de arte, então acho muito natural que surjam inovações. Como você mesmo comentou no texto, isso é evidente no Watchmen, em que os herois perderam a aura de "super" para serem bem próximos de humanos.

Se o público vai aceitar ou não, se a crítica vai gostar ou não, é outra coisa. Você tem todo o direito de achar que é jogada de marketing, mas é equivocado usar como argumento que o HQ não deve refletir a realidade só porque é no campo da ficção. Não precisa, necessariamente, mas pode sim, perfeitamente.

bruno mendes disse...

Quanto ao que o pessoal está acusando de homofóbico, algumas considerações: uma criança não vai imitar um gay porque viu no HQ. Você brinca com capa nas costas e usa fantasia de home-aranha, mas não tem os super-poderes porque viu o HQ. Só vai ter super-poderes se tiver. Uma pessoal não é homossexual porque viu o outro ser, ou porque simplesmente "escolheu" mas porque sente atração por alguém do mesmo sexo. Não significa que é genético ou de nascença, mas existe uma atração natural. Ser gay ainda é muito difícil, tem discriminação na família, corre o risco de ser xingado ou agredido a qualquer momento na rua; ninguém "escolheria" ser gay com a hostilidade aí. Ter um personagem gay no HQ só torna a coisa mais natural e pode diminuir o preconceito.

Por que faz sentido a comparação da luta dos gays hoje com os negros nos anos 60: eles eram uma minoria discriminada, assim como os GLBT ainda são hoje. Seja nascido assim, seja um impulso natural, seja por opção, cada um deve ter os direitos e a liberdade garantidos.

E chega desse assunto, que já deu.

bruno mendes disse...

E, de boa, se o cara de 25-30 for influenciado a virar gay por causa de um HQ, acho que ele só tava precisando de um empurrãozinho, né não? hahaha

Fábio Alves disse...

Concordo plenamente. Belo texto!

Teophilo Noturno disse...

A ficção imita tão perfeitamente a vida real que diante de nós se desenrola claramente a maior prova de controle mental e espiritual do mundo e parece que pouca gente percebe.
Vi que te chamaram de coisas como "fascista" ou ainda piores... e não sei se escreve apenas sobre quadrinhos, mas essa história da qual você pode passar a fazer parte ao sustentar sua posição já está escrita e não tem como não se cumprir: seremos odiados, perseguidos e mortos por esses que se julgam "democráticos" e "justos".

Sobre a questão da influência da ficção nas mentes, gostaria apenas de deixar um link:
http://blog.teophilo.info/2011/03/prefiro-velhos-inimigos.html

Seu texto será destacado em minha página do facebook, se puder curtir:
https://www.facebook.com/teonot

Beatrice Monteiro disse...

Tavares,

Você falou de raça no momento em que utilizou o argumento de que "gay não é raça" para sustentar que o movimento gay e o negro não são equiparáveis.
Concordo que toda essa anunciada "preocupação em refletir a realidade" não passa de mais uma manobra comercial. Entretanto, discordo de que super-herói não tem sexualidade... E os relacionamentos heteros, eles não demonstram a sexualidade dos heróis?
Quanto a este trecho "Super-heróis não são representantes de minorias políticas ou classes, eles são representações da superação individual em uma sociedade livre em que o homem é capaz de lutar pela liberdade, pelo bem e pela felicidade. Por isso eles se desenvolveram nos EUA, um país em que este valores são cultivados (ou pelo menos eram)." Verdade, os super-heróis se relacionam a uma... Como eu poderia chamar? Ah, ideologia!
Acho que esperar que um mundo ficcional seja destituído de ideologia é ilusório. O que a acontece é que a ideologia que não corresponde à dominante é mais facilmente perceptível. Os valores dominantes passam despercebidos de tão naturalizados.
Quanto ao excesso, acho que são prejudiciais tanto da parte dos pró-post quanto do contra. Não acho que dizer que alguém que é um "gay enrustido" ou taxá-lo de "marxista" é argumentar. É apenas tentar negar o direito do outro de ser ouvido (ou, no caso, lido).

byrne disse...

Olha!!vou falar uma coisa pra vocês,as pessoas
que assumem sua preferência sexual tem a mania
de falar quê nasceram diferente como se fossem melhor que as pessoas normais.exigem respeito e compreensão,como se fossemos obrigados a aceitar essa situação.no meu ponto de vista elas deveriam pensar melhor,e ver que no mundo de hoje
por mais que tentam,não dá pra aceitar passivamente eles quase que nos obrigar a enterder que são normais,não são!Super hérois são hetéros,e era pra ser assim.Idéias de Hérois Gays são por quê os roteiristas são de semelhante credo.ai querem avacalhar o nosso mundo imáginario dos quadrinhos.quando vem uma pessoa como o Mauro Tavares escrever um ótimo texto,é quase tachado de Homofóbico.está pálavra só existe por quê existe gays.então a culpa é de quêm??????.
Nossa????.

Converssse!!! disse...

1 - Negro NÃO é raça.
2 - Existem gays no mundo, desde sempre.

Pessoas que temem ter sua zona de conforto abaladas pela mudança social, deveriam procurar um bom analista. Os homosexuais passara sim, por marginalização e opressão.
Faz parte do processo evolutivo social, absorver a realidade imutável. Não rola mais, fingir que não ha gays, e quanto antes for aceito esse fato, mais próximos de uma consciência plena sobre o outro, nós estaremos.

Renan Duarte disse...

‎"Super-heróis não são representantes de minorias políticas ou classes, eles são representações da superação individual em uma sociedade livre em que o homem é capaz de lutar pela liberdade, pelo bem e pela felicidade." Este texto homofóbico e conservador entende o herói como o representante do homem liberal nascido do american way-of-life. Há uma contradição e tanto nessa afirmação do texto, os heróis são representantes da liberdade, mas só da liberdade que diz respeito ao homem dominante. Segundo o texto, as minorias não precisam de heróis, é dizer que elas não precisam de voz. Querer engessar o modelo de herói é contraprodutivo, a criatividade não é estimulada pelo padrão contínuo apenas, existe o processo de ruptura que é fundamental em qualquer arte. Por esse texto, poderíamos voltar às Leis do Comic Act, a caça às bruxas e ao McCarthysmo. Quero viver em um mundo em que as minorias são respeitadas e tem direitos, assim todas as outras minorias serão respeitadas também.

Renan Duarte disse...

De qualquer modo, descordo em quase tudo do texto. Mas há um ponto em que o autor toca que é preciso reflexão e que estou de acordo: o mercado dita as normas da arte dos quadrinhos. Acredito que isso deturpa a verdadeira arte quando o mercado é a única força motivadora, aí sim, faz tudo ser um engodo, até mesmo a pseudo-representação das minorias.

Tendo a crer que o autor queria dizer isso, mas foi infeliz nas argumentações.

Thiago (Fiago) Viana disse...

O conhecimento sobre HQs e uma pincelada de pesudopsicologia não deixam de destilar a homofobia do texto.

Dentre tantas falácias, detenho-me nas seguintes:

1 - Não é má-fé comparar negros a gays. Esses grupos, assim como judeus, mulheres são vítimas de um preconceito e discriminação históricas. Hoje, leis que punem o racismo também punem o preconceito por nacionalidade ou religião e até mesmo orientação sexual (incluindo aí homos, héteros, bissexuais). Motivo? Analogia. Procure o significado no dicionário.

2 - Sério que ainda está com esse papo de behaviorismo? As neurociências só têm desancado essa teoria há mais de décadas.

3 - Seu argumento de que HQs com temática gayfriendly influenciaria crianças a serem gays em vários problemas: existem gays criados em famílias hétero (isso é a regra, já que famílias gays são esmagadoramente menores); 90% dos filhos de casais gays são héteros, segundo pesquisa; a violência não influencia porque as crianças sabem discernir, mas só a sexualidade é que não? Além disso, pressupõe a homossexualidade como instrinsecamente ruim, imoral, antinatural, quando ela só é assim na cabeça de quem é homofóbico, afinal a OMS e associações de psicólogos e estudiosos há décadas não consideram a homossexualidade como doença, transtorno.

4 - Seus argumentos nostálgicos de uma época de ouro resvalam no perigoso tipo da utopia conservadora de que, em alguma época no futuro, é necessário resgatar valores perdidos depois da derrocada da época de ouro. Hitler julgava sua utopia(supremacia da raça ariana e um mundo por ela dominada) boa e sabemos até onde ele foi para consegui-la.

5 - Citar X-Men e ignorar a absoluta ANALOGIA que eles têm com gays (ambos minorias, setores conservadores querem uma cura) nem dá vontade de comentar...

6 - Heróis representam o sistema? Por que a perseguição das forças policiais a tantos, deles, prisões, políticos dos quadrinhos criticando a atuação deles como "fora da lei"?

Tavares disse...

Agora todo mundo virou especialista em gays.

Eu escrevo um texto sobre QUADRINHOS e ninguém fala sobre QUADRINHOS.

Só falam de gays e preconceito, quando em nenhum momento meu texto se refere a preconceito, homofobia ou qualquer coisa desse tipo. Todo o texto é relacionado a quadrinhos, a uma mídia, a marketing, a super-heróis, não tem nada a ver com gays.

Se a Marvel tivesse promovendo o casamento de cachorros pra vender mais eu iria criticar, se a DC tivesse transformando o Lanterna Verde em um robô eu iria criticar.

Este blog é sobre quadrinhos, peço aos especialistas em outros assuntos que não tem o que fazer que procurem outro lugar pra pagar suas lições.

Quem quiser discutir QUADRINHOS fique a vontade.


E se continuarem a me acusar injustamente de homofobia eu vou processar, não existe nada de homofobia aqui e o texto não é sobre isso. O único preconceito aqui está na cabeça de vocês.

Mohamed disse...

Gostei do texto. Bem escrito e de uma inteligência acima do normal para um blog de quadrinhos.

Infelizmente esquecem essa inteligência quando escrevem textos sobre o lixo nacional que é Velta, Crãnio e outros gibis de baixíssima qualidade que aparecem a cada 3 ou 5 anos.

colormadness disse...

blé.

Mohamed disse...

Tavares.
Estamos vivendo uma época contrubada e a população em geral não vê isso.

Estamos a caminho do totalitarismo comunista e isso já reflete na mente das pessoas.

Usar a palavra "macaco" em qualquer contexto é racismo.
Criticar a conduta ou a ideologia gay é homofobia.

Isso não é so aqui, é uma coisa mundial.
É a nova ordem mundial que se anuncia.

A partir do ano que vem o governo vai estimular a destruição do conceito de família que nós temos e colocar no lugar a diversidade sexual.

Família com pai travsti e mãe sapatão passarão a ser "o normal".

Embora ninguém pareça acreditar, isso tudo faz parte de um plano pra destruir nossa sociedade e colocar outra coisa no lugar.

Coisa essa que não deu certo em Cuba, não deu certo na antiga união soviética, não deu certo na China e querem trazer essa porcaria pra cá.

Propaganda é uma arma mais eficiente do que qualquer guerrilha.

Faz 5 anos comecei a achar estranho esse negócio do "politicamente correto". Eu ja estava vendo que era uma forma de preparação pra mudanças radicais na nossa sociedade.

Mudanças essas que não são naturais, mas impostas por um "governo mundial".

Infelizmente são muito poucas as pessoas que estão entendendo isso.

Vocês, meus amigos, acham que em 1938 alguém na Alemanha sequer imaginava o que estava por vir ??

Pois o momento que vivemos hoje se parece muito com o período da ascenção do nazismo.

José Agripino Duarte da Silva disse...

gays e negros são características diferentes sim. mas o que coincide nas pessoas com essas características é que elas sofreram preconceito da sociedade majoritariamente branca, cristã e heterossexual. ou seja, comparar a luta pelos direitos civis dos gays com a dos negros é válida sim, e dizer que isso ofende os movimentos pelos direitos civis iniciados por Luther King é puro preconceito. Muitos movimentos pelos direitos negros hoje apoiam os direitos civis LGBT. e a Marvel trazer isso pros quadrinhos não é só uma jogada de marketing, também reflete uma mudança de consciência que está acontecendo em vários lugares do mundo, e aos poucos está acontecendo no Brasil tb. Outra, quem decide como devem ser os heróis da ficção é quem as imagina. Na vida real há muitos 'heróis' (heteros, gays, bis, etc). Digo heróis pois eles fizeram algo de bom pela sociedade, e continuam fazendo. reveja seus conceitos. se não gosta de gays e lésbicas nos quadrinhos, apenas diga que não gosta e procure alguma outra editora que reflita melhor o que seria mundo perfeito na ficção.

Mohamed disse...

Mas é isso que vai acontecer, José.
As pessoas não vao ler.

Se passa uma idéia de que as pessoas são liberais.
Isso não é verdade. São conservadoreas.

Se a população se cala diante dos absurdos que estão surgindo, é por puro medo.

A verdade é essa: as pessoas tem medo de ser contra.
Já viu as respostas que dão pras pessoas que criticam as leis para os gays ?

Xingam de tudo quanto é nome, ameaçam até de morte.
Essas pessoas pensam que estão do lado correto mas suas atitudes mostram como são pequenas e ignorantes.

Eu nunca tive nada contra gay, começo a ter agora.
Não contra o gay em si, mas contra as políticas gaysistas.

As leis devem ser feitas para todos e não para uma parcela da sociedade.

O que os amigos não entendem, e você José, está incluso nisso, é que essas mudanças NÃO refletem a sociedade.

Isso vem de fora. Esquematizado e pensado.

Todo mundo sabe que existe a manipulação, mas ninguém se acham manipulado.

José Agripino Duarte da Silva disse...

@mohammed

"Já viu as respostas que dão pras pessoas que criticam as leis para os gays ? Xingam de tudo quanto é nome, ameaçam até de morte." nunca ouvi falar disso, pelo contrário, eu to vendo mais gays morrendo por serem gays e ativistas sendo ameaçados. e tb, leis a favor do direito civis dos lgbts não tiram os direitos de outras pessoas, mas tentar colocar uma igualdade. não vejo o porque critica-las, a não ser por preconceito. lgbts não querem "dominar o mundo" como muitos alardeam por ai. só querem o respeito que a sociedade não tem dado a centenas de anos. ninguém precisa ser gay pra apoiar a inclusão de quem sofre preconceito e vive a margem da sociedade, nem vai perder direitos.

"As leis devem ser feitas para todos e não para uma parcela da sociedade."
até um tempo atrás as leis não eram tão inclusivas. é por isso que as reformas de hoje querem mudar isso, promover a igualdade.

"O que os amigos não entendem, e você José, está incluso nisso, é que essas mudanças NÃO refletem a sociedade." refletem sim. é só ver a quantidade de pessoas que apoiavam casamento igualitário no passado e que apoiam hoje (não posso dizer no Brasil, que acho que anda bem retrógrado) tem aumentado (é só ver as empresas hoje que tem demonstrado seu apoio a causa lgbt). as pessoas estão mais abertas a diversidade.

E ser criticado por não apoiar casamento igualitário ou não gostar de gays é o minimo que se espera que aconteça. pouca gente reage bem a alguém que diz não gostar de uma pessoa simplesmente pelo jeito que ela é. não é pior que ser rejeitado, demonizado, preso, torturado, morto por ter um tom de pele mais escuro ou por amar pessoas do mesmo sexo. preconceituosos pelo menos sobrevivem e (alguns) superam as criticas, outros reveem seus conceitos.

Mohamed disse...

A questão não é essa.
E o amigo está desinformado.
Em nenhum momento ninguém aqui afirmou não gostar do gay.

Só que gay não precisa de lei especial.
Não é errado agradir um gay. É errado agredir um ser humano.
Já tem lei pra isso.

Já viu lá no elevador ?
"É proibido qualquer discriminação...."

Se você for ver na TV, ninguém odeia os gays.
Muito pelo contrario. Todo mundo ama os gays.

O que estou dizendo é que você está sendo enganado.

A quantidade de pessoas da passeata gay é falsa.
Não cabem no local o número de pessoas que nos é informado.

Outra coisa é a violência contra o gay.
No Brasil, segundo os dados mais recentes do governo, são assassinadas 50 mil pessoas por ano.
O número de gays não chega a 100 pessoas.

Num universo de 50 mil, 100 é um numero ridicularmente pequeno.

Outro dado interessante é constatar que por volta de 80% da violência causada contra o gay vem de seus próprios parceiros.

Meu amigo. A questão é o seguinte:
Porque estão mentindo ? A causa não é justa por si só ?

É um grupo de pessoas que não se incomoda em mentir pra chegar no seu objetivo. Manipular a população.

O ponto que eu estou querendo chegar é que estão mentindo pra você pra conseguir o que querem.

Veja bem. suruba.
Suruba é legal ? Você gostaria de participar de uma ?
Você gostaria que sua esposa participasse de uma suruba ?

Eu acho que a resposta de todas essas perguntas você dirá que é não.
Creio que você consideraria isso como uma coisa de mau gosto.

Voc~e não quer isso pra voc~e porque acha que é moralmente errado.
Mas a suruba de gays, todo mundo acha legal.
Você viu aquele desenho de um cartunista com os líderes mundinais numa suruba ?

Teve gente que aplaudiu!
Como se os problemas do mundo pudessem ser resolidos com uma suruba.

Você beija sua esposa na boca em plena rua ?
Aqueles beijos apaixonados de lingua que duram minutos ?

Você não faz isso. Eu não faço isso.
Não fazemos isso para não desagradar os passantes.
Não fazemos porque achamos que existe hora e local mais propícios.

Mas os programas de Tv colocam dois gays se beijando pra ver a reaçao do público.

Entende ?
Temos que ser mais racionais e menos emocionais em nossas decisões.

Não é porque virou moda que você vai aceitar todas as reidivicações.

Algumas reidivicações são justificadas, outras não.

Estão escondendo informações de você.
Elas existem. Eu as achei você também pode achar.

Mas você não desenvolveu um senso crítico.
Culpa da educação sucateada que você e eu fomos submetidos.

Mas podemos reverter isso.
Precisamos aprender a diferenciar propaganda de informação.

É difícil. Os comunistas são os mestres da propaganda.
Fazem a classe média adorar o comunismo mesmo esse regime tendo levado seu povo à miséria.

Agora estão vendendo que gay é lindo.
Só porque eu não acho isso bonito, não quer dizer que odeio gay.

Isso é preconceito seu. Que enxerga o mundo em preto & branco, em 8 ou 80.

Matheus Kiskissian disse...

Sério que quadrinhos são comerciais? Achei que faziam gibis com o objetivo de ensinar literatura para crianças.

Mas você deve estar certo, poderiam fazer coisas menos "comerciais" como matar um herói importante, sei lá.

Mohamed disse...

Na verdade eu prefiria apenas boas histórias.

Falando sério, pessoal. Marketing é pra enganar trouxa.

Todo mundo sabe que comerciais vende não um produto, mas um "estilo de vida" que vai junto com o produto.

Você é que tem que ter o discernimento para notar se é propaganda enganosa ou se exagera os benefícios do produto.

Rafael Calistro Borba disse...

Eu ia me dar o trabalho de explicar tudo o que esta errado nesse texto, mas o Alberto Rosseto disse tudo o que eu queria dizer! Muito obrigado... Eu aconselho a todos lerem o texto que o change fez no melhoresdomundo.net ali sim podemos ler um texto digno.

Henrique disse...

suTalvez um dos piores textos que já li em minha vida. O autor veicula concepções retrógadas sobre o super-heroísmo e a sociedade em geral, empregando falácias à guisa de argumentos.

Por favor... A psicologia séria já desconstruiu o behavorismo nas últimas décadas do século XX. Comparar a noção errônea de "gays na mídia influenciarão as crianças" já refutada por disversos estudos, aliás (seguramente patrocinados pela mídia liberal na visão do autor) a estímulos pavlovianos se torna ainda mais hilário quando a suposta influência se estende inclusive a jovens adultos, mais uma vez deturpando a seu próprio favor teorias sobre a longevidade da adolescência e o desenvolvimento do indivíduo.

A pouca credibilidade do autor se dilui ao citar Frederic Wertham - cujo histrionismo e paranóia, apesar de terem levado à criação do Comics Code Authority, eram reconhecidos em sua própria época, visto que seu segundo livro, levando os mesmos temores histéricos de "A Sedução do Inocente" para a TV foi rejeitado por todas as editoras em que passou apenas 5 anos após a publicação deste.
Nem é necessário dizer que hoje ele é motivo de riso.

Finalmente, ao dizer que super-heróis não são alegorias, e sim aquele ideal engessado de heroísmo, o autor demonstra ignorância extrema do meio que diz defender. Os X-Men SEMPRE foram uma analogia à luta das minorias pelos direitos civis. SEMPRE. Repetido ad nauseaum por Stan Lee durante 50 anos.

Em outro ponto, associar o declínio de vendas do mercado americano a uma espécie de "boicote de milhões insatisfeitos" chega a ser engraçado. Novamente, existem estudos sérios que arrolam diversos fatores, como a confluência de mídias concorrentes, a diminuição do hábito de leitura e outros.

Sendo assim, é facilmente perceptível que o autor faz o mesmo daqueles que tenta acusar: apregoar o que é bom ou ruim de acordo com suas idiossincrasias (no melhor dos casos baseado em noções incorretas da psicologia, no pior grosseiramente mentiroso) seja para a vida, seja para os gibis. Entretanto, o faz com falácias risíveis refutáveis por qualquer um senso crítico - o que chega a ser leviano. Acredito fortemente na liberdade de expressão. Qualquer um tem o direito de expressar sua opinião sobre qualquer tema. Porém, ao fazê-lo, deveria ao menos se embasar em uma pesquisa criteriosa.

Henrique disse...

suTalvez um dos piores textos que já li em minha vida. O autor veicula concepções retrógadas sobre o super-heroísmo e a sociedade em geral, empregando falácias à guisa de argumentos.

Por favor... A psicologia séria já desconstruiu o behavorismo nas últimas décadas do século XX. Comparar a noção errônea de "gays na mídia influenciarão as crianças" já refutada por disversos estudos, aliás (seguramente patrocinados pela mídia liberal na visão do autor) a estímulos pavlovianos se torna ainda mais hilário quando a suposta influência se estende inclusive a jovens adultos, mais uma vez deturpando a seu próprio favor teorias sobre a longevidade da adolescência e o desenvolvimento do indivíduo.

A pouca credibilidade do autor se dilui ao citar Frederic Wertham - cujo histrionismo e paranóia, apesar de terem levado à criação do Comics Code Authority, eram reconhecidos em sua própria época, visto que seu segundo livro, levando os mesmos temores histéricos de "A Sedução do Inocente" para a TV foi rejeitado por todas as editoras em que passou apenas 5 anos após a publicação deste.
Nem é necessário dizer que hoje ele é motivo de riso.

Finalmente, ao dizer que super-heróis não são alegorias, e sim aquele ideal engessado de heroísmo, o autor demonstra ignorância extrema do meio que diz defender. Os X-Men SEMPRE foram uma analogia à luta das minorias pelos direitos civis. SEMPRE. Repetido ad nauseaum por Stan Lee durante 50 anos.

Em outro ponto, associar o declínio de vendas do mercado americano a uma espécie de "boicote de milhões insatisfeitos" chega a ser engraçado. Novamente, existem estudos sérios que arrolam diversos fatores, como a confluência de mídias concorrentes, a diminuição do hábito de leitura e outros.

Sendo assim, é facilmente perceptível que o autor faz o mesmo daqueles que tenta acusar: apregoar o que é bom ou ruim de acordo com suas idiossincrasias (no melhor dos casos baseado em noções incorretas da psicologia, no pior grosseiramente mentiroso) seja para a vida, seja para os gibis. Entretanto, o faz com falácias risíveis refutáveis por qualquer um senso crítico - o que chega a ser leviano. Acredito fortemente na liberdade de expressão. Qualquer um tem o direito de expressar sua opinião sobre qualquer tema. Porém, ao fazê-lo, deveria ao menos se embasar em uma pesquisa criteriosa.

Tavares disse...

@Henrique

Estudos? Onde estão, se eles existem você deveria citá-los. Como eles não existem e vc só quis ofender, o seu comentário não vale nada.

byrne disse...

É tô começando a achar quê este têxto é homofobico!o Quê tem de viado dando chilique.
tem varios comtarios aqui quê não tem nada a ver com quadrinhos,e sim na defesa(de sua causa) e agressão ao autor.pelo quê li e entedi é um ótimo têxto,quê era para ser comentado por especialistas em quadrinhos,só quê virou uma baixaria total,pelo desconhecimento de varias pessoas quê acham quê issoé um ataque a sua causa
de defesa a homofobia.fala sério.
se eu fosse o autor,deletava todos comentarios agressivos.e mandava vocês plantarem bananeira,pra depois sentar na banana,sei quê vocês iriam gostar.

Tavares disse...

Foram apagadas a maior parte das ofensas, e obrigado pelo apoio pessoal.

Pedro Obliziner disse...

Impressionante como fãs de quadrinhos, que já sofreram preconceitos ridículos também fundados em psicologismos, como na época do livro Sedução dos Inocentes, agora caem no mesmo erro.

Alê Fernandes disse...

Você tem uma concepção incutida de que o heterossexual é o "normal", e que o homossexual é uma "escolha diferente". Eu sei que você não faz de propósito, por maldade. É possível, até mesmo, que você tenha amigos ou conhecidos gays e conviva razoavelmente bem com eles.
Mas há uma concepção que está incutida em cada frase sua do texto acima, e é isso que irrita essas pessoas que estão atacando. E é esse ideal compartilhado que as pessoas que estão te apoiando por vezes nem notam que têm.

Não precisa publicar meu comentário.

Eu teria uma série de questionamentos sérios sobre o seu texto, mas é que o mais agressivo dele é o que não está sendo dito.
É a ideia de que seria ruim para as criancinhas serem homossexuais. Ou de que a homossexualidade é um "condicionamento". Ou de que alguém "vira" homossexual aos 25 anos porque a mídia incentiva.

Eu não sou homossexual, mas já notei que é exatamente contra esse tipo de ideal subjacente que eles lutam. Com razão, diga-se de passagem.

Concordo com seu argumento que a empresa utilizou isso como uma jogada de marketing, mas é uma jogada que está baseada no choque (inexplicável) que uma cena de beijo entre homens produz ao ser estampada na capa de um gibi. O homossexualismo existe desde que o mundo é mundo. Existe até mesmo entre primatas não-humanos (pesquise a espécie bonobos)!!

Concluindo, lembre-se que as leis e a moral foram criadas ou ditadas por aqueles que não têm o poder, o que impede que as minorias (se é que são mesmo "minorias") tenham igual direito a voz e a direitos equivalentes a de todos os demais cidadãos.
Inclusive, o de ver beijos estampados nas capas de revistas, sem que isso torne-se um escândalo.

Bruno Rodrigues disse...

Você perdeu. Reductio ad Hitlerum.

Leonardo Luchini Fortinho disse...

Vamos lá!

Depois que vi você "expressar" a sua raiva em relação aos comentários do texto, que você estava sofrendo perseguição, vou dar a minha humilde opinião sobre o seu texto. Então, para fazer isso eu escolhi umas partes que achei bem interessante comentar sobre o texto.

"Na minha visão isso não reflete realidade nenhuma, os gays são minoria e os super-heróis não tratam da realidade, são histórias de fantasia sem compromisso com o real. Que elas refletem a conjuntura de uma época é verdade, muitos momentos históricos se projetaram naturalmente nos quadrinhos, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria, etc. Mas isso ocorreu naturalmente, não através de jogadas de marketing primitivo. Além disso, os quadrinhos não têm essa obrigação, se eles espontaneamente mostram questões do nosso tempo, como qualquer forma de comunicação, os autores não precisam forçar o processo."

Heróis não representam uma realidade de uma época? Quanto idealismo hegeliano! Vejo que você confunde as coisas (e faltou as aulas de história dos heróis), os heróis representam sim uma idéia de uma dada época. Capitão América vem como o combatente do fascismo, erguendo a moral capitalista norte americana, promovendo o direito pela liberdade, propriedade e livre pensamento(Superman é a mesma história). Isso, até onde eu sei, é uma representação da realidade de uma época, uma ideologia. Com a Guerra Fria veio uma onda de debates sobre capitalismo e comunismo e as HQ's vieram como carro chefe para condicionar essa mentalidade nos jovens da época (é claro, sem muitas generalizações). Tudo isso está registrado na história, é só procurar, e não precisa ir em artigos "esquerdistas", até sites "direitistas" você encontra sobre isso.

"Outra reação estúpida foi a conformidade, muitos críticos disseram que apenas devemos aceitar tudo isso. Mas, em nome da inteligência, essa é a afirmação mais idiota que existe. Não temos que aceitar nada, quem aceita coisas assim são as ovelhinhas que já foram manipuladas. A maior parte dos leitores é contra e questionou porque a DC não criou um personagem novo em vez de pegar um ícone consagrado da Era de Ouro e transformar em gay?"

Concordo que na parte da DC eles poderiam ter criado um novo personagem, seria mais plausível na cronologia do Lanterna Verde. Você não pode aceitar, mas você não defende o direito de expressão, o direito de propriedade? A patente de propriedade dos personagens referidos pertencem a DC e a Marvel, então você pode não aceitar, mas isso não vai mudar o fato que eles podem fazer o que quiser com eles, são propriedades deles (mesmo que for para fazer marketing barato). Você não aceita porque você preso a uma tradição conservadora dos quadrinhos. Eu (pessoalmente) discordo totalmente dessa nova criação do Before Wachtmen, essa “continuação” nada mais é que um caça-niqueis da DC, para encher os seus bolsos de dinheiro, acho um absurdo fazer uma “continuação” da obra de Moore, mas sei que nada vai mudar, eles vão lançar. Porém diferente de você eu vou ler o negócio e ver qual é, apesar de ter certas desconfianças do produto. Se não me engano você aprova essa nova produção de Wachtmen, não é?

Leonardo Luchini Fortinho disse...

Continuando...

"Outra razão é a decadência do conceito de super-herói. Nos anos cinqüenta, após a Era de Ouro, eles começaram a ser satirizados na revista Mad, essa sátira acabou se tornando uma expressão pessoal nos anos oitenta em HQs como Watchmen, etc. Hoje é um gênero. A tal "desconstrução" do arquétipo do super-herói virou uma obssessão de determinados autores. Nunca mais se viu o herói clássico, a não ser em revivals, como o excelente Tom Strong. A ideia de que as histórias de super-heróis devem ser supostamente realistas, apesar de ter rendido grandes obras, virou um gigantesco obstáculo para a criatividade pura."

Seu erro crucial. Após algum tempo depois da Era de Ouro, as HQ's tiveram uma crise de criatividade na metade da década de 70 (se não me engano), as velhas receitas para as histórias de super-heróis clássicas não surtiam o mesmo efeito que antes. Logo (como hoje em dia) essa crise começou a se alastrar e não havia mais nada de novo no mundo das HQ's. Nos anos 80 vem Alan Moore com Wachtmen, que coloca os super-heróis em uma nova dinâmica, assim ele revitaliza os quadrinhos, que começaram a ter uma nova roupagem, com histórias que abordam temas mais adultos e contemporâneos. Este tipo de crises de criatividade não é só para HQ's, mas acontecem com livros, filmes e etc.

"É óbvio que crianças imitam os personagens de filmes, gibis e qualquer produto que elas consomem pra se divertir. Nós crescemos colocando a toalha na costa e pulando do sofá pra imitar Superman, usávamos qualquer coisa parecida com uma espada pra imitar Conan e todo mundo sonhava ser o Batman. As crianças imitam cantores que vêem na TV, dançarinos, video games e tudo que é importante pra elas."

Isso já conversamos uma outra vez. Eu não conheço uma criança que lê Batman, Homem-Aranha ou Laterna Verde (e eu já trabalhei com crianças por um tempo). As HQ's evoluíram e começaram abordar histórias mais adultas, tanto que se você uma classificação de faixetaria de leitores da Era de Ouro até hoje, você vai perceber que não é mais a mesma, até mesmo a classificação dos próprios quadrinhos. E eu conheço famílias de sempre tiveram a criação dos filhos como heteros e no fim um dos filhos era gay (Não, eu não acredito que uma pessoa opta por ser gay, ela é assim, é um instinto natural). Só mais uma coisa: Conan tem muito apelo sexual.

Leonardo Luchini Fortinho disse...

Continuando denovo...

"Agora voltando a outra consequencia, que é a distorção do conceito de super-herói. Super-heróis não são representantes de minorias políticas ou classes, eles são representações da superação individual em uma sociedade livre em que o homem é capaz de lutar pela liberdade, pelo bem e pela felicidade. Por isso eles se desenvolveram nos EUA, um país em que este valores são cultivados (ou pelo menos eram). É disso que trata o Homem-Aranha, os X-Men e Superman. Os super-heróis não tem sexualidade ou raça, eles tem ideais. Tire isso e você tem um ser bizarro com uma roupa estranha e a história é uma festa a fantasia com brigas. Nós conhecemos um montão dessas histórias hoje. Histórias ruins."

Aqui você entra em contradição. Na primeira você diz que eles são personagens puramente fictícios que não representam a realidade, e agora você diz que eles têm ideais que eles representam algo da realidade. Tem que manter a coerência do texto. Heróis não tem sexualidade nem raça? Para uma pessoa que se diz entendida de sobre quadrinhos (eu penso o mesmo), isso é o maior dos equívocos. Os super-heróis são só que mais mostram este tipo de idéia, com corpos bem definidos, moral de homem e mulher heterossexual, nos anos 70 o super-herói negro que luta pelo seu direito de ser iguais, que visa os direitos morais da liberdade e respeito. Agora, por que não colocar isso com personagens homoafetivos? É a mesma coisa, só mudou a época.

"Quando a DC apelou mostrando a personagem Estelar convidando um cara pra fazer sexo do nada e quando mostrou Batman e Mulher-Gato trepando no telhado sem mais nem menos em histórias muito ruins, todo mundo reclamou. Quando mostraram o bebê explodindo e pessoas sendo esquartejadas todo mundo reclamou. Porque isso tudo é apelação. Mostrar gays casando e se beijando ou toda essas coisas que eu falei porque "existem na realidade", com o pretexto de educar crianças, é uma apelação absurda. Isto diminui o valor dos quadrinhos como arte e os transforma em um produto de baixa qualidade, subestima a inteligência do leitor e pode se transformar facilmente em uma influência negativa. A conseqüência mais grave é o deboche. Antes esse material era o tipo de leitura estigmatizado como infantil. Hoje ele corre o risco de passar a ser visto como uma expressão do ridículo, do puro mau gosto, como os programas de auditório da TV aberta que mostram "a vida como ela é". Essa não é uma perspectiva animadora."

Acho que foi aqui que o pessoal entendeu que você pode ser homofobico ou até preconceituoso mesmo. Você usa o termo "influência negativa", como se ser gay fosse negativo. Cuidado é como você diz as coisas, pode ficar dúbio certos termos.

Leonardo Luchini Fortinho disse...

Continuando mais uma vez...

"Dizer que isso é um reflexo da evolução da sociedade também carece de razão. A sociedade nem sempre evolui, ela pode involuir. Muitas grandes sociedades entraram em decadência quando seus valores primais foram desprezados e substituídos por novos. O conservadorismo não visa impedir o avanço das mudanças, mas selecionar quais mudanças devem ser feitas e como devemos executá-las. Muitas mudanças não são positivas e não devemos propagandea-las em gibis."

Conservadorismo não visa paralisar as mudanças e sim selecionar as melhores? Eu queria saber aonde você leu isso, porque a história não prova o que você fala. Pelo menos aqui você se assume conservador (algo que sempre pensei que você é). Muitas mudanças podem não ser positivas para você, mas para outros sim. Nossos pais diziam que quadrinhos eram coisas de crianças, hoje sabemos que eles estavam errados nesse conceito.

Outras observações:
Você é como muitas pessoas que eu conheço, apegado as velhas tradições conservadoras, não tendo uma capacidade de acompanhar o tempo e suas mudanças. Tudo tem que estar paralisado naquele tempo que você diz que era o mais feliz e correto de todos. Se dependesse de você o mundo seria como viver na Coréia do Norte, um país que parou no tempo exatamente por causa do conservadorismos (e não por causa do pseudo-conumismo). O mundo evolui (ou como diria Nietzsche, nos superamos a cada época), assim é com os quadrinhos. Não tiro o mérito das histórias da Era de Ouro, realmente são muito boas (isso que li apenas algumas), mas repetir a mesma receita começa a tornar as coisas maçantes, as histórias ficam desgastadas e muitas começam a beirar ao ridículo, assim vem uma manutenção do mundo, que chamamos de evolução, e os quadrinhos ganham nova vida e revitalizam (foi assim que Allan Moore fez com Wachtmen). Mauro Tavares, você tem que ver as coisas como algo continuo e infinito, e não como algo que tem que ter aquela tradição que paralisa tudo, tudo está rotulado e limitado. Eu sou uma pessoa que gosta de certas tradições, até mesmo nos quadrinhos (vide essa criação do Before Wachtmen), porém eu tenho conhecimento e discernimento o suficiente para perceber que algo não pode ficar parado no tempo, como uma fotografia. Quando a tradição evolui eu analiso ela e caminho com ela, algumas eu não aceito (como você não aceita), faço resistência, mas eu (ao contrário de você) não quero paralisar ela, quero que ela tome um rumo mais correto, transformar ela através da dialética. Deveria pensar um pouco dessa forma, mas não estou dizendo que você "DEVE" fazer isso, mas poderia experimentar essa idéia.

Leonardo Luchini Fortinho disse...

E pra fechar...

Sobre as tais perseguições, você tem que cuidar com uma coisa. Se você quer emitir uma opinião sobre um dado assunto polêmico, que até pode soar preconceituosa, em um blog que tem mais de 300 pessoas te seguindo, você tem que estar preparado para as duras críticas, até mesmo ofensas (apesar que você também tem o habito do mesmo, só que são ofensas veladas). Eu gosto de emitir a minha opinião quando você fala algo que considero equívoco, e você vem sempre com críticas, no fim sou obrigado agüentar e fazer réplica. Não vou querer dar chilique e processar os que pensam o contrário. Como disse o comentário do Bruno Mendes, você está sendo tão ditador como aqueles que você diz que estão te perseguindo.
E vai por mim, se quiser processar vá em frente, mas digo, não vai dar em nada. Porque você tem um blog público, aonde as mais variadas pessoas podem ter acesso, onde os comentários não passam por uma aprovação sua (eu acho). Se quiser só ouvir elogios, faça um blog fechado só com seus amigos lerem, neste momento você não vai mais precisar se preocupar com "críticas ofensivas".
Diferente de você, eu sei aceitar as críticas e simplesmente faço réplicas. Não é atoa que ainda mantenho você facebook. Agora quem é mais ditador?

byrne disse...

Luciano luchini Fortinho???????
sei quê sua resposta foi direcionada ao autor
mas não deichei de ler,muita coisa quê vc postou
foi um tanto mais do mesmo.
é só ler os comentarios das outras pessoas.a única coisa que pra mim você foi infeliz,foi em
opinar quê vai ler as Hístoria de Before Watchimen,sendo qU~e o autor se recusou a ler o casamento dos hérois gays.eu também me recuso a ler,e já deichei claro essa opnião.
agora pra mi também não deveriam nunca lançar uma continuação pra Watchmen,a não ser se fosse o Allan moore(e olha lá)mas essa eu vou ler por quê pra mim é bem menos apelativa,
valeu.

byrne disse...

Leonardo luchini Fortinho?????
sei quê sua resposta foi direcionada ao autor
mas não deichei de ler,muita coisa quê vc postou
foi um tanto mais do mesmo.
é só ler os comentarios das outras pessoas.a única coisa que pra mim você foi infeliz,foi em
opinar quê vai ler as Hístoria de Before Watchimen,sendo qU~e o autor se recusou a ler o casamento dos hérois gays.eu também me recuso a ler,e já deichei claro essa opnião.
agora pra mi também não deveriam nunca lançar uma continuação pra Watchmen,a não ser se fosse o Allan moore(e olha lá)mas essa eu vou ler por quê pra mim é bem menos apelativa,
valeu.

http://toskcom.blogspot.com.br/ disse...

Olá cara! Acho justo sua reivindicação, já que os quadrinhos de heróis não tem capacidade de abordar tal tema sema cair na pieguice e no marketing barato, isso é decadência da industria. No meu blog eu fiz um texto que vai de encontro a essa situação
http://toskcom.blogspot.com.br/2012/06/uma-breve-resenha-sobre-o-que-foi-do.html

Até mais!

André Procópio disse...

O que vi aqui são questões morais que já não fazem mais sentido buscando apoio numa ciência rasa ou ultrapassada. Além disso senti um perigoso ar saudosista.

ps: evolução não significa necessariamente uma melhora das coisas, mas sim muito mais uma mudança.

SALVALAIO disse...

Não concordo com algumas coisas que vc escreveu sobre a questão de gays e preconceitos, como se não houvesse preconceitos... mas vou debater sobre o assunto principal, que é a apelação.

Concordo com o fato do Alan Scot, aquilo foi uma deturpação do personagem, tão grande quanto hal jordan sofreu nos anos 80 ao virar o psicopata que mata todos os seus amigos lanternas.... mas o estrela polar SEMPRE foi gay. Nos anos 80 ele era retratado como reprimido sexual, não era dito abertamente, mas ele não tinha interesse por mulheres, os seus colegas de tropa alfa falavasm disso e ele não assumia (pq q a marvel segurava), lembro de uma historia classica dos x-men/ tropa alfa, as guerras asgardianas em que seu drama fica muito claro numa conversa com a vampira, isso lá nos anos 80. Ele se assumiu como homosexual nos anos 90 (92 ou 93, não lembro) na fase do scot lobdel, 20 anos atrás e virou um ativista, recentemente mostrou ele sofrendo um amor não correspondido pelo homem de gelo ... o casamento é uma clara evolução do personagem. Na década de 80, existia inclusive uma ideia de coloca-lo como portador de HIV, mas a ideia foi rejeitada pela alta direção da marvel, estrela polar sempre foi um personagem utilizado para debater sobre assuntos polêmicos, é um personagem complexo e cheio de nuances. ... comparar o caso dele com do Alan Scot é no minimo injustiça com a Marvel.

Tony Brandão disse...

Parabems pelo texto e coragem.

Ø-Drix disse...

Putz! Parei quando o carinha diz que por gays em HQ's é uma ideologia e não a realidade! Beleza! Os super-heróis norte-americanos não são nada ideológicos, né?!
Tá na cara que o autor desta peça de preconceito e de homofobia apenas mibiliza um cabedal de noções e ideias as quais ele não domina nem sabe utilizar para tentar legitimar a opinião enviesada dele.
Ah, e achar que os movimentos sociais por direitos individuais e civis nasceu de uma igreja portestante se resumia aos negros é passar atestado de que a fonte de informações do autor é qualquer site da Internet que corrobore a opiniõa dele - sem critério algum!

Ø-Drix disse...

Hahaha! Li mais um trechinho! O autor é tão confuso ou desesperado para legitimar sua opinião enviesada e preconceituosa que logo ele se contradiz e demonstra que os super-heróis são uma peça ideológica (super-heróis representam valores e ideias).

E a contradição é ainda maior quando o carinha diz que os super-heróis representam a superação individual numa sociedade livre, mas não as minorias! Ora, e os X-Men tratam do quê? E a luta pelos direitos civis e individuais são o quê?

Nem vou comentar a noção tosca de que os quadrinhos influenciam o comportamento das crianças e adolescentes! Afinal, todos nós conhecemos alguém que passou a estripar pessoas por influência do Wolverine, não é mesmo? _______________NOT!

Ø-Drix disse...

Ah! E ninguém chiou quando, noa anos 70, a Feiticeira Escarlate se casou com um eletrodoméstico e ainda conseguiu usar seus poderes para gerar filhos com ele (aliás, um destes filhos é gay e namora o Hukling!)!

Lukao disse...

Concordo totalmente com o texto. Sinceramente não me vejo comprando essa revista e nehuma revista com esses personagens.

Tavares disse...

Sr Drix, estou sem tempo de responder comentários hoje, mas só deixando claro essa questão que você e vários outros levantaram que é muito óbvia.


Capitão américa e não somente ele, mas a maior parte dos super heróis clássicos, representam não uma ideologia, mas sim, valores atemporais de liberdade e individualidade. Isso não é "ideologia" e não sou eu que vou lhe explicar o que é. Pesquise.

Agora com relação aos X-men, essa visão superficial e clichê que você tem deles corresponde as piores histórias dos mutantes, a leitura mais pobre que se faz deles.

Os X-men representam, na verdade, a evolução da raça humana. Eles não são "diferentes", eles superaram a humanidade e agora precisam conviver com ela. Como sabemos Magneto é contra e prefere dominar os humanos. Xavier é a favor do convívio pacífico, do uso das habilidades especiais não para dominar os outros, mas para ajudá-los a evoluir também. É sobre isso que os X-men são.

Uma cara que lê a sua mente não é diferente de você, ele é superior.

Ti Carioca disse...

Você. Tavares, disse:
"Capitão américa e não somente ele, mas a maior parte dos super heróis clássicos, representam não uma ideologia, mas sim, valores atemporais de liberdade e individualidade. Isso não é "ideologia" e não sou eu que vou lhe explicar o que é. Pesquise."

Você só pode estar de brincadeira né? Liberdade e individualidade não são valores atemporais!!! Cara, tu precisa estudar mais história! Teus valores são tão parciais quanto os valores de todo mundo, mas tu acha que eles são valores "universais" e "atemporais". Ideologia é qualquer conjunto de ideias voltado para algum tipo de ação social/política. Os quadrinhos estão carregados de ideologias, pois são produzidos com o intuito de atingir determinados objetivos sociais/políticos. Sempre foi assim. Estude História dos Quadrinhos, não com fãs de Quadrinhos, mas com historiadores. Tenho um amigo que faz doutorado em História na área de quadrinhos, tu iria adorar conhecer ele.

Sobre os X-men, discordo mais ainda. Eles são diferentes, não superiores. Quem diz que eles são superiores é o Magneto. O Charles e os seus pupilos não pensam assim. Tu está comprando o discurso de "superioridade" do Magneto. Mas se tem uma coisa clara na história dos X-men é que é uma história sobre tolerância e aceitação. Sobre pluralidade. É lógico que eles são diferentes! Um cara que lê a mente de outro não é diferente de um outro que não lê? Eles são iguais? Repare que cada mutante tem um poder diferente e único, ninguém é igual a ninguém, no máximo é semelhante. Se fosse uma simples "evolução", todos os mutantes teriam poderes iguais. Independente de quem tu ache que é superior (humanos ou mutantes), eles continuam sendo diferentes. Os mutantes são diferentes dos humanos e são diferentes entre si. Pessoas diferentes, com habilidades diferentes, mas que são obrigadas a viver no MESMO mundo. X-men é sobre isso: como pessoas tão díspares (umas se achando melhores ou superiores que as outras) podem conviver?

Tu está levando essa coisa de homossexualidade mto a sério. Gostar de homem ou de mulher é um detalhe não muito importante. Não muda tanta coisa assim. Tempestade em copo d´água!!! A sexualidade das pessoas não muda ou altera o caráter ou personalidade delas. Do jeito que tu fala, parece que isso é algo importante ou fundamental. Não é!

Decypher disse...

Li seu texto e concordo com você. A criatividade que iria gerar estórias verdadeiramente boas foi substituídas por eventos bizarros. Daqui a pouco então vamos ver os heróis no banheiro também. Não comprava quadrinhos para ver o Wolverine fazendo sexo do a Dômino ou personagens Gays sendo Gays. Não creio que no meio de luta com um inimigo poderoso ou perigoso um herói de verdade ao invés de se preocupar em defender sua vida e conter o vilão terá tempo para dar beijos ou coisas parecidas é inverosímel e não é este o motivo que me fazia comprar comics. Não tenho nada contra os gays, sou contra comics mal escrito e mal desenhado.

Paulo de Tarso Matias da Cunha disse...

A verdade é: tanto a DC quanto a Marvel vem apelando já ha algum tempo. A diferença é que a DC extrapolou por completo.
Acredito que quem apoia esse tipo de quadrinho tem trauma de infância, não saiu do armário ou ainda pode ser um(a) "Maria vai com as outras" e vai mesmo na onda...cada vez mais as coisas pioram. E o pior de tudo foi acabar com um personagem como o lanterna verde original.
Bem, vamos ver no que dá. Se melhora ou piora com o tempo. Quem sabe voltem atrás com essa baboseira e criem uma outra "Crise" do nada. Até porque a "crise" já existe mesmo...e são os quadrinhos.

Zegadeath disse...

O autor está certíssimo. Não são só os quadrinhos que estão em crise,são todas as formas de informação que estão ruindo e decaindo pra apelação. Está ridícula essa inclusão de comportamento sexual nos quadrinhos.
Essa galerinha aí que fica com esse discurso medíocre politicamente correto,taxando que tudo é preconceito,tudo é um absurdo,que é coisa de reacionário...saibam de uma coisa: o publico jovem ainda representa grande parcela dos leitores de HQs,e as editoras estão se mascarando com essa fachada de 'desenho' pra enfiar esse conceito babaca moderninho na cabeça das crianças e adolescentes que leem essa me** que virou a indústria de quadrinhos. E vocês estão contribuindo para que esse declínio se estabeleça como um verdadeiro desastre.
A maioria de nós que lemos quadrinhos temos grande apego à legitimidade,dignidade e respeito aos nossos personagens adorados,e mesmo assim,aos novos que surgem da mesma editora,do mesmo universo. Ninguém é obrigado a ver um Lanterna Verde homossexual,e vocês sabem porque ninguém é obrigado? Porque ofende. Isso é ofensivo,não é a nossa ideia tradicionalista que é ofensiva. Ofensivo é o que desrespeita os leitores,fãs old-school,e mesmo os mais novos que já tiveram contato com a mitologia famosa e gigantesca que é a DC,tanto quanto é o Universo Marvel.
É bom começar a ver que nem tudo o que quebra tabus é positivo,nem toda mudança simboliza a liberdade,e às vezes essas mudanças podem ser também ofensivas,como no caso dos quadrinhos.
Saibam que vocês que dizem com tanta veemência sobre o quanto certos leitores são intolerantes em relação a essa bizarrice,vocês estão sendo os intolerantes aqui. Vocês não têm ideia do que o heroísmo representa para a massa de leitores de quadrinhos,e essa lógica estúpida de que o que os tradicionalistas dizem são "falácias" não se aplica ao universo dos super heróis,porque essas "falácias" são a prova da nossa indignação e repúdio completo ante a essa distorção de valores.
E essa distorção de valores já foi estabelecida nos anos 80,nós não precisamos de uma outra,o que nós precisamos é de criatividade.

Unknown disse...

Se os virulentíssimos ataques ao texto do autor, disponíveis na página, não foram os piores feitos pelos "leitores", isso já dá uma boa idéia do quanto o movimento homossexual defende "o amor" e "a alegria". O pior de tudo são os comentários que dizem que uma IDÉIA ou um PONTO DE VISTA "é errado". Respeitem a opinião do autor!

Unknown disse...

Texto genial. Concordo com absolutamente tudo que está escrito, e mesmo que não concordasse, ainda assim tiraria o chapéu e te saudaria pelo estilo direto, incisivo e limpo de escrever.

Para os estúpidos que não entenderam, não vale a pena tentar explicar, porque se não entenderam um texto claro como esse, nem mil desenhos em 3D do mundo vão fazê-los entender. Além do mais, esse estúpidos pseudo-corretos não são pessoas a quem se possa ter consideração, e com certeza não fazem parte do seu público alvo, penso.

De novo, parabéns!

Marcelo disse...

Você conseguiu expressar tudo que milhões e milhões pensam pelo mundo afora. Esses tolos que foram alienados pelo discurso bate-estaca em favor de práticas sexuais entre pessoas do mesmo gênero são uns analfabetos funcionais e dignos de pena. Seu artigo é mais que perfeito é sensacional. Você deveria traduzir para o inglês e postar em algum site americano.

Marcelo disse...

Peço autorização para postar seu texto no meu blog que ninguém ler.

Se autorizar agradeço, se decidir não fazê-lo vou entender.

E mais uma vez parabenizo você pela lucidez e pela defesa clara da sua posição, claro sempre haverá os idiotizados pela mídia, uns verdadeiros dementes sem cérebro, vítimas da própria incapacidade de refletir.

Emanuel Paiva disse...

Existe atualmente uma preocupação muito grande em criar-se histórias ou eventos que valorizem um determinado nicho social, e esquecemos que quadrinhos também são obras de arte, o que temos hoje em dia são histórias rasas e polêmicas grandiosas. Sinceramente por convicções pessoais (veja bem são PESSOAIS você não é obrigado a concordar)são contrario ao homossexualismo como prática, mas não me incomodaria se um ou outro personagem tornam-se homossexuais, mas que essas representações fossem plano de fundo para boas histórias, para arte! Agora a forma como estão transformando personagem icônicos em homossexuais ou matando os mesmos repetidamente apenas buscando mais e mais dinheiro isso sim eu considero um erro.

Posso não concordar com tudo que o autor do texto escreve, mas o respeito, pois acredito que uma sociedade justa e igualitária se faz com pessoas que acima de tudo saibam debater, com coerência e respeito. Acredito que antes de tudo devemos pensar, devemos não aceitar tudo o que nos bombardeiam.

Não sou contrario a heróis homossexuais (parabéns você é alguém evoluído e racional)

Não compraria revistas de heróis homossexuais (homofóbico!!!)

Sinceramente é isso que me incomoda, o homossexualismo é uma opção não é o que eu acredito que vai mudar alguém e sim o que ele acredita.

Essas foram algumas considerações de alguém que não é um especialista no assunto mas que busca ver tudo de uma forma racional e sensata.

OBS: Por favor parem de me rotular de homofóbico, nunca agredi nenhum homossexual e nem tive vontade, tenho vários amigos homossexuais. O fato das minhas convicções pessoais não ser iguais as suas ( que também são pessoais, afinal a cientificidade foi profundamente afetada nesses debater antes de tudo pessoal) não me torna alguém intolerante.

fhill disse...

simplesmente ridículo, quem não tem o que fazer é quem posta esse tipo de imagem.

Rogério disse...

cara, e o Batmam? Todo pose de machão e tal... Ele nunca assumiu sua homossexualidade e seu caso pedófilo com o Robin. Vive no armário, trancado e atormentado. Esse papo de gayzismo não tem nada a ver, me parece papo daquele maluco do Olavo de Carvalho, o ex-astrólogo e filósofo E professor sem diploma...cada um faz de sua sexualidade o que bem entender, desde que não haja fora da lei (pedofilia por exemplo!). Criança que por acaso leia super-heróis homossexuais não vão necessariamente se tornar homossexuais. Se não me engano, a turma da Mônica lançou um personagem gay, mas ainda não tive tempo de ler os gibis e pesquisar mais sobre o assunto. É óbvio que esses super-gays é pura jogada para vender mais e conquistar o público leitor gay, que é imenso e endinheirado.

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