24 de jul de 2012

Os brasileiros foram os mais corajosos!


Nunca pensei que iria escrever isso, mas acredito que, se uma pessoa inteligente critica o Brasil e os brasileiros, devemos até aceitar, refletir e levar em consideração. Contudo, se um debilóide , um retardado ideológico o faz, o que devemos é combater a anta e nos orgulhar do que ele criticou. Hoje, em meu aniversário de 31 anos, posso dizer que tenho orgulho de ser brasileiro.

Isso depois de ler a matéria "Autor do Lanterna Verde gay diz que brasileiros foram os mais preconceituosos"

O escritor do Alan Scott gay reclamou em um painel da Comic Con de San Diego que teria recebido ofensas "homofóbicas" de brasileiros quando lançou o seu Lanterna Verde gay. Segundo ele, os brasileiros foram os mais preconceituosos porque não aceitaram a sua grande "obra": transformar um personagem clássico da Era de Ouro dos quadrinhos, que divertiu e educou várias gerações de crianças, em um veículo de suas ideologias estapafúrdias: gayzismo e ecologismo barato. Os brasileiros, segundo ele, são preconceituosos, porque não aceitam a lavagem cerebral da agenda esquerdista.

Este fato me encheu de orgulho de ser brasileiro!

O sujeito pega o Lanterna Verde clássico, transforma em uma mistura de Priscila Rainha do Deserto com Capitão Planeta e, se for criticado, alega "homofobia dos brasileiros".

Ah então agora não se pode mais criticar um artista gay, a palavra mágica "homofobia" já serve para blindá-lo de críticas...

Ele disse:

"As críticas mais hostis que eu recebi vieram em tweets do Brasil. Eu tinha saído na noite anterior e na manhã seguinte comecei a tuitar 'putz, meu fígado está me matando' e alguém veio falar algo tipo: 'seu fígado está se vingando pelo que você fez com o Lanterna Verde'", contou Robinson segundo relato do site CBR."

Quer saber, esse cara é o pior babaca que já vi trabalhando com quadrinhos. Se ele não gostou das críticas dos brasileiros, sinto-me orgulhoso! Ele que tome no anel! E se o brasileiro que o mandou esse tweet corajoso estiver lendo isso, entre em contato com este blog, você merece meus parabéns!

O Lanterna Verde de James Robinson é uma prova da falência da indústria de quadrinhos de super-heróis quando cai na mão de ideólogos que, em vez de realizarem o seu trabalho, construírem boas peças de entretenimento, preferem fazer militância política. Gente sem talento que acha que ser politicamente correto e viver a custa de financiamentos e prêmios outorgados por organizações políticas disfarçadas de empreendimentos culturais é algo decente, quando não passa de charlatanice do pior tipo!

Para ele e todos os seus apoiadores, fica a aula do escritor Chuck Dixon, que o babaca, idiota e débil mental do James Robinson, deveria ouvir:

"Minha opinião é de que os quadrinhos de super-heróis são, queiram os fãs ou não, ostensivamente quadrinhos para crianças e talvez não o fórum para informá-las sobre homossexualidade, heterossexualidade ou doenças sexualmente transmissíveis. Acho que de...ixei algumas pessoas com raiva ao dizer que não queria que meus filhos tivessem aulas de educação sexual com Judd Winick nas páginas de um gibi de super-herói. Nunca desmenti meu desprezo por quadrinhos que queiram defender alguma causa, no que deveria ser o gênero primariamente escapista e de maior apelo de massa. Suba no seu palanque quando quiser. Mas não nos ombros de personagens tradicionais. Escreva os personagens como eles são e não para expressar sua visão de mundo"

"Não sou gay nem liberal. Nunca enfrentei o crime no alto dos prédios de uma grande cidade ou viajei a mundos distantes para guerras com aliens. Mas grande parte do meu trabalho está em me colocar no lugar dos personagens que escrevo. Para mim, isto significa respeitar sua personalidade definida e não torcê-la de acordo com minhas crenças. Escrevi discursos contra armas de fogo para Batman. Escrevi Oliver Queen como um liberal roxo. Escrevi uma história contra a pena de morte apesar de meu ponto de vista ser totalmente o oposto. Por quê? Porque era uma ótima história para o personagem"

Após esta aula magistral, só tenho a dizer para os que não acompanham a Caixa de Gibis que escrevi um artigo sobre isso em que falo a verdade sobre a questão, e fui perseguido.

Teve repercussão internacional, inclusive foi distorcido pelo Bleeding Cool (site que promove militância esquerdista em HQs, editado por um jornalista britânico manipulador que odeia os EUA, financiado pela Avatar Press, editora de Alan Moore, que por sí, é provavelmente financiada por organizações políticas de esquerda).

O artigo é A derrota dos Super Heróis

Em seguida, apontei o boicote a produtos Lanterna Verde aqui.


E aqui revelei o que a mídia escondeu, a opinião de Roy Thomas sobre o Lanterba Verde gay.

Depois, fui citado de maneira distorcida no site manipulador Bleeding Cool.

Não mandei tweets pra ninguém, mas me sinto orgulhoso pelo Brasil ter mostrado que tem opinião e não se rende a agenda dessas organizações que estragaram os quadrinhos em nome de sua agenda de lavagem cerebral. Se antes as HQs vendiam 1 milhão e hoje vendem 100 mil, no máximo, é culpa dessa gente.

Eu desejo que, segundo o tweet enviado por um brasileiro corajoso, o fígado do senhor James Robinson seja a paga pela merda que ele fez com Alan Scott. Que seja devorado eternamente por um corvo, assim como o fígado do deus grego Prometheus. Mas no caso de Robinson, não por ter trazido o conhecimento a humanidade, mas por promover a ignorância e a lavagem cerebral, necessária ao sucesso dos medíocres, o fim do dos super-heróis e a decadência da sociedade!

Mais uma vez: orgulho de ser brasileiro!


...

12 Comentários:

Ricardo Alves Soares disse...

Daqui um tempo acho que estranho será ser hétero...enfim...

Ricardo Alves Soares disse...

Ph desculpe mas daqui a pouco o publico gay vai exigir que o Mauricio de Sousa crie personagens gay. Acho que o universo gay já tem publicidade gratuita demais em novelas, filmes...ou então que o universo gay crie um selo só deles.

Luiz Fernando disse...

Muito bom o texto.

Quadrinho não é lugar pra levantar bandeiras. A função dos quadrinhos é educar, entreter, divertir.

A partir do momento que um autor começa a usar os quadrinhos pra fazer propaganda desse ou daquele grupo, ou de determinada ideologia, deixa de ser um quadrinho para se tornar um mero panfleto publicitário.

Sandro disse...

Ótimo texto. Não leio mais a DC pós-reboot e muito dessa decisão pesou o fato dessa palhaçada com o Alan Scott. Não uso o tweeter e por isso não tive esse prazer de mandar o James ir pro inferno pela bela porcaria que ele fez. O cara disse que vai ser "vingar" dando um namorado brasileiro para o LV gay dele, uma atitude "madura e inteligente". Gostei do que o Roy Thomas e o Chuck Dixon disseram. Agora esse papo ali do cara do 1º post sobre "crianças gays"... que diabo é isso? O sujeito é louco por acaso? Essa postagem realmente ficou estranha...

Unknown disse...

*facepalm*
Wow, colocar a culpa da decadencia da industria de quadrinhos nos gays e propaganda politica acho que mostra que você não é mto bem informado ou não sabe o que acontece a sua volta, né? Deve passar seu dia lendo quadrinhos em que os personagens são comuns o suficiente pra vc entender com essa sua visão mediocre da realidade. Thumbs up, champ.

ѶѦŁṂØŬȐƬ disse...

@Unknown

Ou vendo novelas da "Redi Grobu".

Charles disse...

Parabens tavares! Teu blog mostra que há leitores de gibis não alienados pela propaganda subversiva esquerdista.

Não ao marxismo cultural!

eduardo disse...

Agora, para nos encher de orgulho de uma vez por todas, os brasileiros deveriam boicotar esse autor e esse personagem em oportunidades vindouras.

Rodrigo disse...

Cara, não sei se rio ou se choro com o que vc escreve.

'O Lanterna Verde de James Robinson é uma prova da falência da indústria de quadrinhos de super-heróis quando cai na mão de ideólogos que, em vez de realizarem o seu trabalho, construírem boas peças de entretenimento, preferem fazer militância política..'

Se o Robinson é um bom escritor eu não sei. Realmente acredito que ele fez isso mais por uma decisão de marketing do que por uma decisão criativa. Mas vc chamar o cara de 'ideólogo que faz militância política' é sacanagem.

Nenhuma, NENHUMA obra de arte é independente de ideologia e contexto político/ social. Da Mona Lisa à revista do Lanterna Verde. O Robinson pode ser sim medíocre (e esse é o único ponto em que nós dois podemos concordar), mas a obra dele apenas está apenas refletindo uma faceta do nosso tempo: a discussão sobre a liberdade sexual e suas implicações na vida civil. Se ele fez isso só pra chamar atenção porque é um autor medíocre, ou se foi uma decisão editorial marqueteira, isso são outros quinhentos, meu chapa. Gostaria de acreditar que vc escreveu esse e outros textos pelos mesmíssimos motivos, mas tenho a sensação de que o que vc escreve é realmente sua opinião.

Não são só os quadrinhos que estão em baixa não. A mídia está. Vide a indústria da música e seus astros instantâneos, a indústria do cinema de hollywood e seus reboots/remakes. E a culpa é do contexto, que vc tento demoniza em nome da metalinguagem e de um estranho senso de pureza. Os grandes grupos corporativos do entretenimento estão se garantindo só no que dá lucro certo por causa de uma redução no crescimento econômico global, e nós dois sabemos que o que dá lucro certo nem sempre é bom em termos de qualidade (para nossos gostos, é claro).

Eu sou brasileiro e não me sinto nada orgulhoso em ver seu discurso. Não vou deixar de ser brasileiro por ser representado, mesmo que de forma errônea e pequena, por vc. E nem o contrário vai acontecer também, é lógico.

Enfim, o blog é seu e vc escreve nele o que bem entende. O legal é vc ouvir a opinião dos outros sem ser ofendido e sem ofender também, mas tente não falar em nome de um grupo, pois os membros do grupo se ofenderão se vc falar merda. Sou brasileiro, gosto de quadrinhos, gosto de super-heróis, sou heterosexual. Faço parte do mesmo grupo que vc e discordo veementemente de quase tudo que li aqui, ao ponto de me sentir profundamente envergonhado.

No próximo artigo, coloque em letras garrafais que ele é reflexo da sua opinião e que vc não fala em nome de todos os leitores de quadrinhos, de todos os heterosexuais e nem de todo fã de super-heróis.

eduardo disse...

O trabalho da DC não esta refletindo a realidade, esta apenas refletindo o Policaticamente Correto. Refletir a realidade é um buraco mais fundo, e depende da percepção de realidade do autor. E se os comics realmente conseguissem refletir a realidade objetiva, livres de estereotipos e julgamentos morais distorcidos, 99% dos nerds iriam reclamar das historias, chamando-as de islamofobicas e outras fobias. Por isso, deve haver um limite na dose de realidade que esse tipo de quadrinho se propoe a passar ao leitor.

Ti Carioca disse...

Concordei com as coisas que o Rodrigo disse. Acho que toda obra artística traz consigo uma ideologia e um contexto político e social. Não vejo por que se irritar só por que o personagem gostava de mulher e agora curte homem. Qual a diferença? É uma mudança tão significativa assim? Do jeito que o autor do texto fala, parece que ser gay ou hetero implica em algum tipo de "essência" que altera a personalidade (ou caráter, talvez) da pessoa.

joaoamaral arte disse...

Tirando os palavrões (rsrsrsrs!), concordo com seu ponto de vista e com o de Chuck Dixon. Como Dixon relatou, um tema polêmico somente deve ser explorado se o contexto da história pedir isso (igual ao da história "Deus Ama, O Homem Mata"). Acho errado alterar todo um conceito de um personagem em função de conquistar um novo nicho de mercado. Depois será necessário um outro autor tentar consertar a burrada, muitas vezes criando um remendo tosco na cronologia do personagem. Até parece um esgotamento de idéias nas grandes editoras! Isso me lembra uma outra questão: Todo mês tem que sair uma polêmica, uma saga apocalíptica que se emenda em outra pior ainda! Todo mês tem que sair uma pseudo Watchmen, pseudo A Piada Mortal, entre outras clássicas! É uma forçação de barra sem precedentes! Cada vez mais frequento sebos e seleciono o que compro em banca. Sinto falta do Homem-Aranha como o amigão da vizinhança, o Batman como o defensor de Gotham (e não como um coadjuvante de filmes como S7ven ou outro clone do gênero!). Acho que a melhor história de heróis dos últimos 10 anos foi Grandes Astros Superman, de Grant Morrison, que não apelou, pelo contrário. Desenvolveu um enredo que agrada tanto o garoto de 10 anos como também o avô de 70. Sinto falta da época em que me descontraía com os heróis mensalmente e, se tivesse interesse em ler algo mais denso, comprava uma Graphic Novel.

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